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A revista MAGAZINE IMOBILIÁRIO celebra o seu Aniversário no mês de Setembro. Como já é tradição, o evento decorre num agradável cocktail que junta as mais prestigiadas individualidades de diversos quadrantes num hotel à beira-mar.

 

O momento serve igualmente para atribuir os PRÉMIOS “PERSONALIDADES DO ANO” a figuras que se distinguiram nas áreas do IMOBILIÁRIO, CONSTRUÇÃO, AMBIENTE e TURISMO, aos quais acresce a PERSONALIDADE MÉRITO.

A escolha das PERSONALIDADES DO ANO é da inteira responsabilidade da MAGAZINE IMOBILIÁRIO, embora a revista ausculte a opinião de especialistas em cada área em que atribui os respectivos troféus.

Em 2020, derivado da pandemia de Covid-19, não se realizaram os PRÉMIOS PERSONALIDADES que já tinham sido escolhidos. Os mesmos foram atribuídos na cerimónia que se realizou em 2021, sendo que nesse ano não foram atribuídos prémios referentes ao ano em curso.

A iniciativa, que conta com o apoio de prestigiados sponsers, visa distinguir as personalidades que no ano em foco souberam enaltecer e defender as suas áreas profissionais como ninguém e são um exemplo a seguir em Portugal e além-fronteiras.

Apresentação

Prémios Personalidades

  • 2026
  • 2025
  • 2024
  • 2023
  • 2022
  • 2020
  • 2019
  • 2018
  • 2017
  • 2016
  • 2015
  • 2014
  • Personalidade Imobiliário 2014
  • Personalidade Construção 2014
  • Personalidade Ambiente 2014
  • Personalidade Turismo 2014
  • Personalidade Mérito 2014

Desafios internacionais

Guilherme Grossman define-se como uma pessoa dinâmica e criativa que, ao serviço da Consultan, está permanentemente à procura de novas alternativas e caminhos, sempre com o foco em criar soluções para proporcionar aos seus clientes, de forma célere e rentável, a venda dos seus activos imobiliários.

Este é um homem com o coração dividido entre dois países: Portugal e Brasil. Nasceu na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, em 14 de Dezembro de 1974, mas é em Portugal que cresce e onde decorre a maior parte da sua vida. Os laços familiares e os negócios fazem com que esteja sempre com “um pé cá e outro lá”.

O “bichinho” da gestão, e em particular do imobiliário, é algo que se manifestou em si desde muito cedo. Da sua formação académica faz parte uma licenciatura em Gestão pela Universidade Lusíada, um MBA em Promoção Imobiliária pela ESAI, uma pós-graduação em Marketing na Universidade Lusíada e um Mestrado em Gestão pelo ISG.

Das suas ambições pessoais, revela que acalenta o desejo de “estar mais tempo junto da minha família e continuar a viajar por Portugal e pelo Mundo, conhecer novos lugares e viver novas experiências”.

Já a nível profissional, não esconde que a sua ambição é “poder contribuir para que Portugal passe a ser cada vez mais uma alternativa válida e desejável de investimento junto aos clientes internacionais, que Portugal ganhe notoriedade internacional e que passe a fazer parte de forma natural e permanente da rota de investimento mundial”.

Actualmente é partner da Consultan - Sociedade de Mediação Imobiliária, empresa que, ao lado do seu pai, Arnaldo Grossman, ajudou a crescer, a dar forma e a alargar para novos horizontes.

Guilherme Grossman

A Consultan desde que iniciou a sua actividade em Portugal há 25 anos tem tido uma postura inovadora, sempre introduzindo e acoplando ao mercado novas técnicas e novos métodos de venda, introduzindo produtos imobiliários diferenciados e formando profissionais, o que tem contribuindo para uma maior profissionalização do mercado.

Nos últimos anos, a Consultan tem-se dedicado a abrir novos mercados, com o objectivo de atrair investidores estrangeiros para Portugal. Neste momento, estão focados em quatro principais mercados: Brasil, Rússia, China e França. Mas brevemente irão iniciar o mercado de Israel, que tem um enorme potencial de investimento para Portugal.

Guilherme Grossman explica que a internacionalização da Consultan “tem vindo a decorrer muito bem, de forma gradual e constante, visto que iniciamos o processo num determinado mercado e tentamos consolidar a nossa actuação neste mercado antes de partir para outros desafios”.

Em todos os mercados que têm vindo a actuar, priorizaram um parceiro local e a partir dessa aliança iniciaram uma série de actividades que passam por feiras, eventos de esclarecimento, seminários ou congressos para investidores específicos, que em alguns casos concretos são totalmente organizados e geridos pela Consultan em sintonia com o seu parceiro.

“Este desafio internacional tem sido bastante interessante e trabalhoso, e temos a consciência que o objectivo é sempre a médio-longo prazo, de forma constante e permanente, sem nunca abandonar os mercados em que actuamos”, esclarece.

Por isso afirma que têm “excelentes perspectivas” para os próximos eventos que estão a organizar.

Aliado a este trabalho de abertura de novos mercados, que é um caminho promissor mas bastante árduo e que começa a gerar frutos interessantes, estão a apostar de forma bastante intensa em novas tecnologias, principalmente no desenvolvimento de canais de contacto directo com clientes em diversos países, interligação de plataformas de base de dados internacionais e desenvolvimento de tecnologia mobile específica.

Negócio de família

Estima-se que as empresas familiares representem, em Portugal, cerca de 70% do tecido empresarial, contribuindo para 66% do Produto Interno Bruto e para metade do emprego nacional. A Garcia, Garcia é uma delas.

Existem estudos que defendem que é na sucessão que muitos problemas surgem, havendo um que indica que em cada 100 empresas que se aproximam da segunda geração apenas 30 sobrevivem e, destas, apenas 15 continuam activas na terceira geração. A Garcia, Garcia faz parte dessa minoria.

Fundada por Manuel José Moreira Garcia e Bernardino Moreira Garcia, avô e tio-avô dos actuais administradores da empresa, a Garcia, Garcia especializou-se na construção de chaminés industriais. A primeira, na Fábrica dos Salgueiros, no Porto, construíram-na em 1909, com o pai. Manuel José trabalhou com o progenitor até 1914, com o objectivo de se aperfeiçoar na arte da construção das chaminés.

Na gestão da Garcia, Garcia, sucedeu o filho de Manuel Garcia, Augusto Moreira Ferreira Garcia, que desenvolveu o legado do fundador. Focou a estratégia da empresa no ramo da indústria e, em Março de 2005, entregou a gestão da empresa aos filhos, os actuais sócios – Rui, Miguel e Carlos.

A Garcia, Garcia S.A. é hoje uma empresa especializada no fornecimento de soluções do tipo “chave-na-mão”, integrando as diferentes dimensões que um projecto de construção compreende.

A oferta deste tipo de solução, ajustada às necessidades de um mercado cada vez mais exigente, resulta da vasta experiência da empresa em projectos de grande complexidade e dimensão. Partindo da “ideia” dos seus clientes, asseguram todas as fases do projecto, garantindo um resultado final ajustado às necessidades efectivas dos seus clientes e assegurando o trinómio qualidade-custo-prazo. Para tal muito contribui uma equipa multidisciplinar e com valências diferenciadas, que se distribuem desde a Arquitectura à Engenharia Civil, passando por diferentes especialidades como a Engenharia Electrotécnica e a Engenharia Mecânica.

Saliente-se que esta é uma empresa que no período da crise destacou-se no panorama económico nacional por ter tido um crescimento acentuado, tendo realizado obras em todo o País e em sectores tecnologicamente muito avançados, pelo que optou por não apostar na internacionalização como aconteceu inevitavelmente com a esmagadora maioria das empresas portuguesas.

 

Carlos e Miguel Garcia

Carlos Garcia começou a trabalhar na empresa com 24 anos, já Miguel Garcia com 25. Contudo, ambos os irmãos e actuais administradores, durante toda sua vida estiveram ligados à empresa, uma vez que desde jovens sempre passaram os tempos livres e as férias escolares a “trabalhar” na Garcia, Garcia.

Ambos começaram como colaboradores e foram assumindo funções de diferentes naturezas. Carlos Garcia preferiu uma intervenção no “terreno”, território onde se sente como “peixe na água” e que lhe proporcionou um know-how e experiência prática que se revelaram fundamentais para um conhecimento abrangente de todas as dimensões operacionais da empresa e para a aquisição de uma visão integrada dos trabalhos de construção.

Miguel Garcia acompanhou a construção de uma fiação, chegando, mais tarde, a ser responsável por algumas das residências mais surpreendentes da região do Vale do Ave pertencentes, precisamente, aos industriais da área Têxtil. Esta experiência permitiu desenvolver conhecimentos sobre arquitectura e projecto, que posteriormente foram capitalizados e permitiram a dinamização da área de Projecto da Garcia, Garcia.

Com a saída de Augusto Garcia da gestão da empresa, ambos passaram a pertencer à administração da empresa. Carlos Garcia é actualmente o administrador responsável pelos pelouros das áreas Comerciais, Financeiras e de Controlo de Gestão, enquanto Miguel Garcia passou a ser o administrador responsável pelos pelouros das áreas de Projecto, Recursos Humanos, Sistemas de Informação e Supply Chain (Compras, Aprovisionamento e Logística).

Ambos os irmãos acompanharam sempre os projectos e obras da empresa, foram aprendendo os segredos da construção e do “negócio da família”. “Cresceram” na empresa e com a empresa, por isso, o seu percurso profissional é indissociável do próprio percurso da Garcia, Garcia.

Think Eco

O sonho de Marta Fonseca e Gonçalo Alves materializou-se em Areias do Seixo. Hoje é mais que uma unidade hoteleira de referência, é um santuário de tranquilidade e muita sensibilização ambiental.

Marta Fonseca e Gonçalo Alves, naturais de Torres Vedras, são ambos formados em Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Gestão.

Quando terminou os estudos, em 1997, Gonçalo iniciou o seu percurso na área de hotelaria e restauração, na empresa Império, pertencente à sua família, em Torres Vedras. Após os estudos, também em 1997, Marta trabalhou durante três anos em auditoria, na Pricewaterhousecoopers, e, passado esse período, dedicou-se durante cerca de sete anos à empresa Fonsecas, ramo automóvel, pertencente à sua família.

Juntos, Marta e Gonçalo, perseguiram afincadamente o seu sonho de construir e explorar um hotel de charme. Foi um longo percurso, com muitos obstáculos, onde a força de vontade e a persistência venceram as dificuldades que tropeçavam no meio do caminho. Até que o “sonho ganhou vida” e em 2010 abriram as portas de um “lugar mágico” chamado Areias do Seixo!

Esta dupla é muito dinâmica, não é, pois, de estranhar que além da sua dedicação ao hotel ainda tenham tempo para desenvolverem outros projectos em paralelo, nomeadamente nas áreas da construção e decoração de interiores.

 

Marta Fonseca e Gonçalo Alves

Este projecto é mais do que um sonho tornado realidade, é mais do que uma unidade hoteleira que emergiu num local edílico, é, sobretudo, um excelente exemplo a seguir a nível ambiental.

É preciso referir que Areias do Seixo é uma unidade de charme com uma forte consciência ambiental e com um papel muito activo de intervenção e sensibilização junto da comunidade local, dos seus colaboradores e dos seus hóspedes.

Essa tomada de consciência passa, desde logo, por interiorizar a ideia de que a actividade de hotelaria tem impactes ambientais associados, por isso mesmo, a sua política de sustentabilidade ambiental prolonga-se por todo o ciclo de vida da actividade do hotel com o intuito de reduzir a respectiva pegada ecológica. No próprio site é possível aceder a um sistema que permite monitorizar os consumos de água, gás e energia do hotel e medir as eficiências obtidas nos diversos recursos, deste modo, os próprios hóspedes podem acompanhar de perto os consumos dos seus quartos, só a título de exemplo. Com isto sensibilizam e envolvem os próprios hóspedes nesta “cruzada” pelo Ambiente.

A sua política de gestão é, pois, assente no desenvolvimento sustentável mas o seu trabalho passa igualmente por investir em inovação. Só assim, acreditam, poderão efectivamente reduzir os custos operacionais e gerar benefícios económicos sem perder a qualidade e excelência dos seus serviços.

O seu relatório de sustentabilidade é claro nesta matéria: “O hotel Areias do Seixo nasceu de um sonho… era muito forte o desejo de criar um lugar único onde pudéssemos receber pessoas dos vários cantos do mundo num ambiente mágico, ao mesmo tempo familiar, e em total respeito e consonância com a Natureza”.

Cadeia hoteleira com 100% de capitais portugueses

Com 50 anos de actividade profissional e empresarial dedicada ao Turismo, é o fundador e presidente do Grupo Hoti Hoteis. É pela sua mão também que nasce o Tryp Lisboa Aeroporto, a unidade hoteleira há muito almejada na capital.

Natural de Alpedrinha, no Fundão, Manuel Henrique Parente Caldeira Proença tem um percurso académico e profissional notável, onde facilmente se percebe a sua paixão pelo Turismo, e em particular pela Hotelaria.

Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ao longo da sua vida foi sempre actualizando os seus conhecimentos tendo realizado um Curso de Especialização em Marketing pela Universidade Católica do Porto e um Curso de “Hotel Management” pela Universidade de CORNELL EUA. Os seus saberes acabariam por ser partilhados na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto e na Universidade Católica de Braga, onde leccionou na qualidade de professor convidado.

As suas capacidades de liderança e de organização, bem como a sua experiência, conduziram-no sempre a elevados cargos. Foi presidente da Federação dos Skal Clubes Portugueses (Associações de Profissionais do Turismo), presidente da Associação de Hotéis do Norte, presidente da União das Associações de Hotelaria e Similares do Norte UNIHSNOR, vice-presidente e presidente da Assembleia Geral da Associação da Hotelaria de Portugal e vice-presidente da Confederação do Turismo Português. Foi ainda fundador e presidente do Grupo de Agências de Viagens INTERVISA.

Conferencista, orador e autor de vários trabalhos nas áreas de Gestão, Turismo e Associativismo, participou em mais de uma centena de congressos, conferências e seminários.

 

Manuel Proença

om 50 anos de actividade profissional e empresarial no Turismo, já passou por diversas unidades hoteleiras de renome como é o caso do Hotel Dom Henrique, Grande Hotel do Porto, Grupo de Hotéis da Figueira Praia – Figueira da Foz, Hotéis Solverde, Aldeamento Quinta Nova – Alvor, Hotel Soleil Peniche, Hotéis Star inn, Hotel da Música e Hotel MozaStar, em Maputo (Moçambique).

Fundador e presidente do Grupo Hoti Hoteis, liderou, em 1996, a “joint-venture” Sol Hoti em parceria com o Grupo Melia Hotels International (Sol Meliá) de Espanha. Desde então, administrou os hotéis Tryp e Meliá: Tryp Lisboa Oriente, Tryp Lisboa Aeroporto, Tryp Porto Centro, Tryp Porto Expo, Tryp Coimbra, Tryp Colina do Castelo, Tryp Montijo Parque, Meliá Ria Aveiro, Meliá Braga e Meliá Madeira.

O Hotel Tryp Lisboa Aeroporto foi a mais recente inauguração que decorreu em Janeiro deste ano. Trata-se de uma unidade hoteleira que fazia falta para satisfazer a procura turística nacional e internacional que chega todos os dias à nossa capital.

Este hotel de quatro estrelas possui 168 quartos, um centro de congressos com 20 salas de reunião e cerca de 1.500m2 e um spa com piscina interior e exterior, jacuzzi, sauna, banho turco, ginásio, salas de massagens e de tratamentos de beleza, entre outros serviços. Situado a poucos metros do terminal de chegadas do Aeroporto Internacional de Lisboa, está bem servido por uma óptima rede de transportes públicos e fica a poucos minutos do centro da cidade. O Hotel Tryp Lisboa Aeroporto assume-se como a porta de embarque para uma viagem pelo melhor da capital portuguesa.

O Grupo Hoti Hoteis internacionalizou-se em 1992, passando a deter duas unidades hoteleiras em África: Hotel Belo Horizonte, em Cabo Verde; e Hotel Hoti Bissau, na Guiné-Bissau.

Refira-se ainda que a Hoti Hoteis é uma cadeia hoteleira com 100% de capitais portugueses, que se dedica à prestação de serviços hoteleiros sob a forma de propriedade, arrendamento, gestão ou franquia. Este leque de opções permite dar resposta da melhor forma aos interesses de proprietários sem vocação hoteleira, de parceiros de negócio que pretendem promover empreendimentos de sucesso e da própria cadeia, no desenvolvimento de unidades estratégicas. Neste âmbito, a cadeia hoteleira Hoti Hoteis criou um conjunto de empresas capazes de dar resposta às exigências dos diferentes modelos de negócio, empresas que estrategicamente privilegiam o funcionamento numa rede de empresas denominado Grupo Hoti Hoteis.

Em nome do Imobiliário

Com uma visão global do imobiliário e um percurso profissional ímpar, Almeida Guerra lançou a Rockbuilding numa altura em que já se falava de crise. Superou as tormentas e é hoje uma empresa de referência. Tudo porque “nunca desistiu!”

Com 30 anos de experiência em grandes empresas de construção - nomeadamente na Teixeira Duarte, Construções Técnicas, EPOS, TOHC, entre muitas outras -, e de promoção imobiliária - INOGI (Grupo Amorim) e sobretudo na Rockbuilding, a aptidão profissional de Almeida Guerra centra-se essencialmente na gestão global imobiliária nos seus vários níveis, desde técnico, administrativo, financeiro e comercial.

Com um percurso profissional ímpar, as várias funções que tem exercido e a gestão de grandes projectos - Torres de Lisboa, Nova Campolide, Eden, Sintra Business Park, Art’s, Central Office, RockOne, VerdeLago, Loures Business Park, Baía da Meia Praia, Rio Frio, etc. -, trouxeram-lhe uma visão globalizante do fenómeno imobiliário no nosso País e no estrangeiro.

Os vários seminários e cursos de formação onde tem participado e os diversos trabalhos de sua autoria preparados para seminários, congressos e publicação, têm também contribuído para a sua formação na área imobiliária.

Almeida Guerra é licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISCTE (Universidade de Lisboa), e possui um bacharelato em Organização e Gestão de Empresas, pelo Instituto de Novas Profissões. Participou em distintos cursos e seminários, em Portugal e no estrangeiro, abrangendo nomeadamente as áreas do imobiliário, gestão de empresas e marketing.

A vida associativa é uma constante no seu trajecto, sendo membro da Ordem dos Economistas, do Fórum dos Administradores de Empresas, da Associação APDMC, da Associação de Promotores Imobiliários e da ULI Europe. É também Técnico de Contas inscrito na DGCI.

Homem do Mundo fala fluentemente inglês, francês e espanhol.

 

Almeida Guerra

No início da década de 70 foi integrado no ex-Grupo CUF (Império), onde desempenhou as funções de direcção em várias subsidiárias do grupo, nomeadamente na Marblarte, S.A. e na Eurodomus, S.A, cargo que ocupou até 1978. Nesse mesmo ano, e até 1988, passa a director do grupo Teixeira Duarte SA (TD) com funções de administrador e gerente de várias subsidiárias, nomeadamente internacionais (Macau, Venezuela, Angola e outras). No final dos anos 80 assume o cargo de administrador da Construções Técnicas SA, com o pelouro Administrativo e Financeiro.

Nos próximos 10 anos funda e desempenha as funções de administrador-delegado do grupo Inogi e das suas subsidiárias. Participada pelo Grupo Amorim e pelo Grupo Suez, a Inogi tinha por vocação a promoção, investimento e gestão imobiliária, tendo introduzido no mercado português os conceitos do imobiliário profissional usuais na Europa e nos Estados Unidos da América. Os principais projectos executados por esta empresa foram a Torre da Cidade, Nova Campolide, Éden e Entrecampos.

Desde Janeiro de 2000 é fundador, presidente e accionista da Rockbuilding, bem como fundador, administrador e accionista da PREA (empresa de gestão de imóveis).

A preserverança da Rockbuilding

A Rockbuilding, fundada no início deste século, iniciou a sua actividade num período, tal como hoje, pouco próprio às actividades imobiliárias; por isso, teve necessidade de se afirmar no mercado baseada em conceitos diferenciadores.

Para o efeito, criaram a ideia de “gestão integrada”, oferecendo serviços que vão desde o “procurement” da oportunidade até à “entrega da chave”, podendo a sua actuação abranger todas as vertentes de gestão: urbanísticas, administrativas, técnicas, financeiras e comerciais.

Para esta empresa, o negócio imobiliário é uma actividade muito profissionalizada.

Nas palavras de Almeida Guerra: “Somos poucos (actualmente onze colaboradores) e recorremos sistematicamente à subcontratação de outros especialistas para nos ajudarem, mas acreditamos que vamos ultrapassar esta crise. Fizemos sacrifícios para podermos estar vivos, cometemos erros, mas nunca desistimos... e sempre acreditámos que a seguir à “tempestade virá a bonança”. Por isso os ensinamentos retirados desta crise são enormes, mas há dois que nos norteiam cada vez mais: Ser profissionais (ética e tecnicamente) e nunca desistir!”

  • Personalidade Imobiliário 2015
  • Personalidade Construção 2015
  • Personalidade Ambiente 2015
  • Personalidade Turismo 2015
  • Personalidade Mérito 2015

Nasceu em 1961 na Holanda mas quis o destino que vivesse e trabalhasse em Portugal, onde se encontra já há 33 anos.

Ainda em terras holandesas estudou Língua e Literatura Portuguesa na Universidade de Nijmegen, tendo ingressado mais tarde e no mesmo curso na Universidade Clássica de Lisboa.

O seu percurso no imobiliário iniciou-se em 1987, quando fundou a George Knight Estate Agents em Lisboa.

Em pouco tempo a sua carreira profissional entra numa curva ascendente e acaba por tomar novos rumos. Em 1990, a Healey & Baker adquire a componente de imobiliário comercial à George Knight e, nessa mesma altura, Eric van Leuven torna-se Director Geral, tendo-lhe sido conferido o estatuto de Equity Partner (sócio de capital) um ano depois.

Entretanto, no decorrer de 1990, a norte-americana Cushman & Wakefield (C&W) adquire a Healey & Baker e um ano depois abre escritório em Lisboa. Eric van Leuven passa a ser o Managing Partner em Portugal, cargo que ainda mantém até aos dias de hoje.

Actualmente lidera uma equipa de 80 profissionais de consultoria e mediação imobiliária, além de participar de forma mais directa nos serviços de aconselhamento de investimento e promoção de centros comerciais.

Enquanto membro do Conselho de Administração europeu da C&W, entre 2007 e 2012, presidiu aos escritórios da C&W na Polónia, Hungria, República Checa, Eslováquia, Roménia e Grécia. Integra actualmente o Conselho Executivo Europeu da empresa.

Em 2000 foi eleito Fellow do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors) como ‘profissional de excelência’, em reconhecimento do seu trabalho no desenvolvimento do mercado do imobiliário comercial em Portugal. É desde 2009 Presidente do RICS em Portugal.

Assume ainda a vice-presidência da ACAI (Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária) e da Câmara de Comércio Portugal-Holanda.

Para o sucesso da consultora imobiliária global C&W tem sido determinante a postura profissional de Eric van Leuven, um homem que conhece como ninguém o mundo do imobiliário nacional e internacional.

Eric van Leuven

Ele é um senhor maior da Engenharia portuguesa. João Augusto da Silva Appleton nasceu a 23 de Junho de 1947. Engenheiro Civil de profissão e vocação licenciou-se pelo Instituto Superior Técnico, em 1971.

Possui um percurso profissional notável, tendo, em 1981, ocupado as funções de Especialista em Edifícios no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Aliás, no LNEC assumiu ainda, entre 1987 e 1997, o cargo de Chefe do Núcleo do Processos de Construção do Departamento de Edifícios e, em 1992, a responsabilidade de Investigador Coordenador de Reabilitação de Edifícios.

Do seu prestigiado curriculum faz ainda parte o importante cargo de Conselheiro do Conselho Superior de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (1997 a 2007).

Os seus conhecimentos, experiência e dedicação ao mundo da construção conduziram-no inevitavelmente ao mundo catedrático onde na qualidade de professor convidado, partilhou o seu know-how com várias gerações no IST, na Universidade de Évora e na Universidade Católica.

Homem que busca constantemente o saber fazer mais e melhor, tornou-se Especialista em Estruturas pela Ordem dos Engenheiros, Engenharia de Estruturas, Edifícios, Reabilitação de Edifícios Antigos e Processos Gerais de Construção.

Hoje é membro Conselheiro e Especialista em Estruturas da Ordem dos Engenheiros e tornou-se Sócio e Director Técnico de A2P Consult, Estudos e Projectos, Lda.

É projectista de estruturas desde 1971 e a ele se atribui numerosas obras novas e de conservação, restauro e reabilitação do património arquitectónico, monumental e habitacional.

Na memória colectiva de todos nós está, na sua actividade ao nível de Projectos de Edifícios Novos, projectos de renome como o CS Salgados Grande Hotel, Paço do Duque ou Mar Vermelho, entre muitos outros.

João Appleton é autor de mais de 500 publicações técnicas, incluindo livros, relatórios, artigos, comunicações e palestras. Não é, pois, de estranhar que a sua vida, obra e carreira já lhe tenham valido vários prémios de prestígio.

 

João Appleton

Pedro Maria Montenegro Carvalhaes d’Alte da Veiga

Na sua juventude, Pedro Veiga e Luís Teixeira costumavam praticar remo nas águas das barragens do Maranhão e Montargil, no Alentejo. Com o decorrer dos anos nasceu o sonho de dotar esta região de um hotel concebido como centro de estágios para os praticantes desta modalidade e que estivesse em sintonia com a Natureza. Hoje esta quimera foi concretizada, recebendo na Herdade da Cortesia Hotel hóspedes nacionais e estrangeiros e, sobretudo, as selecções internacionais de remo para fazerem os seus treinos nas belas paisagens de Avis. Aliás, a procura é tal que estão completamente esgotados até 2017.

 

Pedro Veiga e Luís Teixeira

Nasceu em Lourenço Marques (agora Maputo), Moçambique, a 15 de Abril de 1973, mas acabou por se mudar para Portugal.

Em 1995 tirou o curso superior de Design Industrial do IADE e em 2000 licenciou-se em Arquitectura pela Universidade Lusíada de Lisboa.

Tem grande experiência em arquitectura, onde se destaca a elaboração de diversos projectos na área do urbanismo e de edifícios de habitações unifamiliares. Posteriormente desenvolveu diversos trabalhos por conta própria. Aliás, a Herdade da Cortesia Hotel é um projecto de arquitectura da sua autoria em parceria com Klaus Gruner.

É um dos Sócios Fundadores da Avizaqcua/ Herdade da Cortesia Hotel, sendo actualmente um dos administradores e gestores do empreendimento turístico.

Luís Neto Ahrens Teixeira

Nasceu em Lisboa, a 5 de Novembro de 1973.

Formou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa.

Foi atleta da Selecção Nacional de Remo entre 1992 e 2004, período no qual conquistou diversas medalhas e foi por inúmeras vezes campeão nacional de remo.

É sócio fundador da Herdade da Cortesia Hotel e enquanto gestor da empresa Avizaqcua Team Center desenvolve, desde 2005, contactos privilegiados com a mais alta esfera do remo mundial.

Actualmente é presidente da Federação Portuguesa de Remo.

Jorge Afonso Campos Rebelo de Almeida é um nome incontornável do sector do turismo em Portugal e além-fronteiras. Mas ele é muito mais do que o sorriso afável por detrás do Grupo de Hotéis Vila Galé…

Alfacinha de gema, nasceu no dia 25 de Março de 1949 na Ajuda, em Lisboa.

Foi na advocacia que começou por dar os primeiros passos da sua vida estudantil e profissional. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1974, tonando-se advogado. Foi também consultor jurídico no Ministério das Obras Públicas, onde, aliás, trabalhou como técnico estagiário durante o seu curso superior.

Exercia a sua profissão na área comercial, nomeadamente nos sectores de projectos de construção e hotelaria, mas acabou por deixar a advocacia em 1986. Perdeu-se um bom advogado ganhou-se um excelente hoteleiro.

Em 1986 constituiu a Vila Galé, S.A. de que é Presidente do Conselho de Administração. Actualmente a empresa é proprietária e responsável pela exploração de 25 hotéis, com uma capacidade de 6.253 quartos e 12.652 camas, em Portugal e no Brasil.

No seu percurso acabou por se envolver na Galbor – Investimentos e Construções, S.A., hoje integrada por fusão na Vila Galé, S.A., ao nível da promoção e construção de diversos edifícios de escritórios.

Homem dos ‘sete ofícios’ encontrou na agricultura uma nova vocação. É Administrador da Casa de Sta. Vitória – Sociedade Agro-Industrial, S.A., através da qual são produzidos e comercializados vinhos e azeites alentejanos de qualidade superior. É ainda Gerente da SV Frutas – Sociedade Agro-Industrial, S.A., sociedade que desenvolve a sua actividade na área da fruticultura.

Para lá de Portugal, assumiu as funções de sócio-gerente das sociedades brasileiras Vila Galé Brasil – Actividades Hoteleiras, Ltda., VG Cintra Cumbuco – Actividades Hoteleiras, Ltda. e Cumbuco Golf Resort, Ltda.

Com quase três décadas de existência, o Vila Galé acredita que parte do seu sucesso deve-se à qualidade do seu produto e profissionalismo das suas equipas. Mas a maior parte deve-se mesmo a Jorge Rebelo de Almeida que nutre uma enorme paixão pela hotelaria e pelo turismo.

 

Jorge Rebelo de Almeida

Nasceu em Castelo Branco e foi na Beira Baixa que viveu na sua infância, numa família numerosa, sendo a única filha no meio de quatro rapazes.

Desde cedo quis ser arquitecta, pois, como costuma dizer, gostava muito de desenhar. Desta forma seguiu as pisadas do avô paterno, arquitecto, mas o qual nunca chegou a conhecer.

Licenciada na Universidade Técnica de Lisboa, pela Faculdade de Arquitectura, iniciou a sua carreira profissional na CPU Consultores, chegando a Directora de Arquitectura com apenas 25 anos.

Trabalhou também em Barcelona, no Atelier Gelabert y Associados, por um período pequeno, mas que reconhece ter tido um enorme impacto no seu crescimento pessoal e profissional.

Conta com 30 anos de experiência profissional, tendo passado os últimos 20 à frente da Broadway Malyan em Lisboa e os últimos cinco acumulando a direcção de São Paulo. Actualmente estes ateliers estão a desenvolver projectos para Portugal, Brasil, Paraguai, Angola, Moçambique, Quatar, Dubai, Abudhabi, Índia, Azerbeijão, Dinamarca, Alemanha e Polónia. A arquitecta de renome acredita que a ética e o profissionalismo, aliados a uma grande paixão e perseverança contribuíram decisivamente para o sucesso desta equipa.

Apesar de se considerar uma generalista, revela que, nos últimos anos, tem-se dedicado na sua maioria a projectos de hotelaria, área que a apaixona e onde tem-se notabilizado na Europa, África e América do Sul.

Foi convidada a pertencer ao Board da Broadway Malyan e durante 10 anos foi a única mulher num grupo de 19 homens. Hoje, faz parte dos sete maiores accionistas deste Grupo Internacional de Arquitectura, Urbanismo e Design.

Nos últimos 20 anos, Margarida Caldeira dedicou a sua vida a dois pilares vitais: a família e a Broadway Malyan.

 

Margarida Caldeira

  • Personalidade Imobiliário 2016
  • Personalidade Construção 2016
  • Personalidade Ambiente 2016
  • Personalidade Turismo 2016
  • Personalidade Mérito 2016

Rui Ramos Pinto Coelho tem como mérito promover a internacionalização do imobiliário português, além de dominar a arte de bem captar investimento estrangeiro e nesta intenção há que louvar o seu contributo para o crescimento da participação de Lisboa nas feiras internacionais.

Licenciado em Administração e Gestão de Empresas, com especialização em Marketing, pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), frequentou posteriormente, também na UCP, os Programas Executivos de Empreendedorismo e Gestão da Inovação e de Desenvolvimento Pessoal e Profissional.

Assumiu o cargo de subdirector-geral do Turismo entre 2002 e 2004; e foi também director da Expo-Adrenalina (EXPO’98) e Project Manager na Novo Design. Como empreendedor implementou os projectos Best of Portugal e OA - Objectos Actuais.

Hoje é Director Executivo da Invest Lisboa, agência de promoção económica de Lisboa responsável pela promoção internacional, apoio a investidores, empresas e empreendedores e promoção de projectos de dinamização da economia. Cargo que ocupa desde a fundação desta entidade, em 2009.

Nesse âmbito coordenou stands de Lisboa em 14 feiras internacionais (incluindo as principais feiras internacionais de investimento imobiliário – MIPIM e EXPO REAL), foi orador em mais de 60 eventos no exterior, apoiou mais de 2.000 projectos de investidores, empresas e empreendedores, e promoveu a criação da Incubadora de Empresas Startup Lisboa (da qual faz parte da direcção), a Reutilização do Convento do Desterro (em parceria com a ESTAMO, CML e Main Side) e o Leilão de Arrendamento Low-Cost (em parceria com a EPUL), entre outros projectos.

Integrou ainda, em 2015, um grupo de peritos internacionais da ULI – Urban Land Institute que desenvolveu o projecto de consultoria para as cidades alemãs de Frankfurt e Offenbach.

 

Rui Coelho

Carlos Alberto Matias Ramos é um nome incontornável da Engenharia portuguesa, cujo contributo técnico e científico conferiu a este sector elevado prestígio nacional e internacional.

Nasceu em Pinhel, em 22 de Janeiro de 1945, tendo-se formado em Engenheira Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em 1969.

Ao serviço do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi sempre crescendo profissionalmente e a muito pulsar foi sendo reconhecido pelos seus pares e alcançando novos patamares. De reputado investigador, entre outros cargos que conquistou pelo caminho, chegou à presidência desta entidade.

Com sabedoria e experiência, foi de forma natural que abraçou a educação e a formação, tendo sido docente no NATO/ASI (Advanced Study Institute), docente convidado em cursos de mestrado em Portugal e em cursos de especialização no CEDEX, em Espanha, e ainda docente no IST/Técnico.

Do seu currículo faz parte também a autoria e co-autoria de diversos relatórios, notas técnicas, pareceres, artigos técnico-científicos publicados em revistas, congressos, simpósios e conferências nacionais e internacionais, de cinco memórias técnicas e diversos livros.

Na actividade de consultoria adquiriu igualmente elevado estatuto, destacando-se a participação e orientação em diversos estudos e projectos de várias obras, quer em Portugal quer no estrangeiro.

Mais recentemente atingiu o ponto máximo da profissão ao ser eleito Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal (2010-2016) e Conselheiro do Conselho Económico e Social Europeu (2015-2020).

 

Carlos Matias Ramos

Daniel Nuno de Melo Coelho é um homem da Natureza que tem promovido o regresso às origens no que mais de genuíno possui, a preservação do meio ambiente de forma integrada e sustentada e ainda a prática inteligente, sensibilizada e divertida de fazer turismo ao ar livre.

Possui o Curso Superior de Turismo do ISLA, em Gaia, e em 1993, à sua formação turística juntou-se o apelo da natureza, tornando-se sócio fundador da empresa Montes d’Aventura, onde vem a desempenhar funções de consultor técnico na área de actividades outdoor. Ainda assim, desde esse ano até 1998, prossegue com as funções comerciais e de recuperação de crédito no BESLEASING, Sociedade de Locação Financeira S.A.

É precisamente em 1998 que se torna gerente da Incentivos Outdoor, passando a ser responsável pela execução dos programas de actividades outdoor desta empresa, bem como da sua gestão comercial. Cargo que ocupa até ao ano 2000, altura em que assume a coordenação da empresa Montes d’Aventura – Coelho & Império Lda., da área de comércio de artigos montanhismo, passando a ser gestor de três lojas na zona Norte do País.

Em 2005 passa a gerir o projecto turismo náutico da empresa Incentivos Outdoor no rio Tejo e entre 2006 e 2009 gere o parque temático ‘Campo Aventura’ em Vila Velha do Ródão e Gerês.

Pelo meio, em 2007, é ainda gestor do Restaurante Vale Mourão na aldeia da Foz do Cobrão associada ao projecto turístico Aldeias do Xisto; gestor do projecto turístico GeoCircuitos, circuitos turísticos no Geopark Naturtejo da empresa Incentivos Outdoor; e coordenador pela empresa Incentivos Outdoor do projecto turístico de exploração da linha da Beira Baixa em parceira com a CP - Caminhos de Ferro Portugueses.

Entre 2008 e 2009, coordena os projectos: ‘Turismo de Natureza’ a implementar em Marvão pela empresa Incentivos Outdoor; ‘GeoTrekking’, passeios pedestres no Geopark Naturtejo da empresa Incentivos Outdoor; e ‘Geotrekking’ construção, implementação e manutenção de percursos pedestres.

E a partir de 2010 assume o cargo de gestor do Complexo Turístico Portas de Ródão, unidade de alojamento e restauração de eventos.

 

Nuno Coelho

Grande figura do turismo português Luís Veiga dedicou a sua vida a defender este sector, a exigir qualidade a todos os níveis desta indústria, a tecer críticas quando as tinha de fazer e a congratular quando as medidas e projectos eram bons. É, pois, um dos expoentes máximos da hotelaria e do turismo do nosso País.

Nasceu a 2 de Março de 1955. Casado e pai de dois filhos, tem, actualmente, um pé em Lisboa e outro na Covilhã, cidade nortenha que lhe conferiu o título de ‘Cidadão Honorário’.

A sua formação académica passou por estabelecimentos de ensino de prestígio tendo adquirido o Curso de Administração e Gestão, pela Universidade de Lausanne (1975-77), e licenciatura em Gestão de Empresas, pelo ISCTE (1981).

Na década de 80 integrou um dos maiores projectos turísticos do Algarve, o Vale do Lobo. Posteriormente, durante quatro anos, foi consultor de Empresas BDO Binder. Fez parte da administração executiva da Norgarante – Sociedade de Garantia Mútua.

Actualmente é administrador executivo da Natura IMB HOTELS e Grupo IMB.

A vida associativa é um dos grandes pilares do seu percurso, tendo-se destacado, desde logo, na presidência da NERCAB - Associação Empresarial do Distrito de Castelo Branco. Mas foi na qualidade de presidente do Conselho Geral da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, cargo que exerceu até Abril de 2016, que mais se percebeu a sua paixão pelo turismo e pela hotelaria e mais garra mostrou nas ‘lutas’ do sector. Actualmente é membro do Conselho Geral desta associação (desde Maio 2016).

No momento, assume a vice-presidência da ARPT Centro – Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, entidade que tem vindo a mostrar-se muito dinâmica e a colocar a Região Centro nas ‘bocas do mundo’; e a vice-presidência da ATP – Associação das Termas de Portugal, entidade que mais recentemente tem conseguido modernizar e tornar mais activo o termalismo e o turismo de saúde e bem-estar em Portugal e além-fronteiras.

 

Luís Veiga

É uma das mais antigas personalidades da área da mediação imobiliária em Portugal, tendo passado também pela promoção. Arnaldo Grossman é histórico e ‘revolucionário’ na maneira de comercializar o imobiliário no País, tendo a Consultan sido líder de mercado durante muitos anos e atingindo vendas e valores nunca antes vistos neste segmento.

Afirma-se brasileiro e português, tendo nascido na cidade do Rio de Janeiro há 70 anos. Fundou a Consultan em 1974 e a Consultan portuguesa em 1989, altura em que se mudou com a sua mulher e os seus três filhos para Portugal.

Formado em Direito pela Universidade do Estado de Guanabara (actual UERJ), começou por trabalhar na empresa Veplan-Residência localizada na cidade carioca que considera ser a sua grande escola do imobiliário.

O seu primeiro grande lançamento em Portugal foi o Parque Europa, actualmente denominado de Alta de Lisboa, em que comercializou cerca de 600 unidades num tempo recorde e antes de se iniciar a fase de construção. Mas o projecto que marcou em profundida a empresa foi a EXPO’98 com o lançamento das duas torres emblemáticas: São Gabriel e São Rafael (grupos Sonae e Ferrovial) que, além de ter sido um grande êxito de vendas, contribuiu para a mudança de mentalidade da juventude em Portugal.

A ele se deve o lançamento do primeiro apart-hotel e o primeiro loft em Lisboa, tendo participou ainda no conceito e desenvolvimento do projecto da Casa da Guia (Cascais).

É presidente do Maccabi Country Club, pertencente à comunidade judaica de Lisboa, desde a sua fundação há 12 anos.

Apreciador de ténis, confessa que também adora futebol e revela-se um fevroso adepto do Sport Lisboa e Benfica.

 

Arnaldo Grossman

  • Personalidade Imobiliário 2017
  • Personalidade Construção 2017
  • Personalidade Ambiente 2017
  • Personalidade Turismo 2017
  • Personalidade Mérito 2017

Gilberto Frederico von Liechtenstein Jordan nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 28 de Agosto de 1961. Embora seja um cidadão português, brasileiro e do Liechtenstein, a realidade é que acaba por ser um ‘cidadão do mundo’.

Na sua escolaridade passou pela Argentina, Liechtenstein, Portugal, Estados Unidos da América e Brasil. Hoje fala fluentemente português, inglês, alemão, espanhol e francês.

Aliás, o seu percurso profissional começou precisamente na qualidade de professor de alemão e inglês na Berlitz School of Languages, no Rio de Janeiro.

Mas Portugal entrou, em pouco tempo, no seu horizonte profissional. Primeiro na Planal, empresa proprietária e gestora da Quinta do Lago, no Algarve, depois na agência de publicidade Planarte, na Invesplano – Promoção e Investimentos Imobiliários e no Banco Comercial Português.

Adquiriu grande notoriedade como administrador da Lusotur, empresa proprietária e gestora da Vilamoura, no Algarve, um empreendimento imobiliário com 1.750 hectares; bem como da Planbelas, empresa promotora e gestora do Belas Clube de Campo com 500 hectares, de que é actualmente presidente do Conselho de Administração.

Actualmente é membro de prestigiadas entidades, como do RICS – Royal Institution of Chartered Surveyors, da APPII - Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários ou da ULI - Urban Land Institute, só para citar algumas.

O ambiente e a sustentabilidade têm sido também o etos da sua vida, tendo estado envolvido com entidades como a Green Globe, de Londres; a CENA – Centro de Estudos da Natureza e do Ambiente, Vilamoura; ou AREAL – Agência Regional de Energia e Ambiente do Algarve. Aliás, a Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente já atribuiu a Gilberto Jordan a Menção Honrosa do Prémio Ambiental ‘Fernando Pereira’.

Personalidade incontornável do imobiliário nacional e internacional, Gilberto Jordan foi agraciado na sua vida com diversas distinções, destacando-se, mais recentemente, a Ordem de Mérito Naval – Grau de Comendador conferida pela República Federativa do Brasil, ou a Ordem de Mérito Turístico – Medalha de Prata concedida pelo Governo português.

Gilberto Jordan

É uma figura singular, daquelas pessoas que não deixam ninguém indiferente. José Carlos Mateus Bigode nasceu a 10 de Março de 1952.

No mundo da construção em Portugal e nomeadamente na de alta qualidade é uma autêntica referência.

Há quem lhe chame ‘o senhor vidro’ e provavelmente ele não leva a mal a expressão. Ligado, há mais de 40 anos, à poderosa Saint-Gobain Glass é o homem que todos os arquitectos e empreiteiros chamam quando os seus projectos envolvem soluções que passam, muito, pelo Vidro, e em particular, por ‘vidros especiais’. Daí que Carlos Bigode, que assume, até com algum orgulho, que tem apenas o quinto ano “do antigo Curso Industrial” seja uma espécie de ‘bombeiro’. É a solução quando ela parece não existir.

Conhece todos os principais arquitectos portugueses, é orador frequente em conferências universitárias, tem, para além disso, uma forma de estar rara, com um humor demolidor.

Melómano absoluto, sabe tudo sobre o seu trabalho e é um conversador nato. Pode bem dizer-se que o seu nome já consta da história da moderna construção civil portuguesa.

 

José Carlos Mateus Bigode

Mário Ruivo (1927-2017) é reconhecido como um dos pais do novo regime do Oceano. Dedicou-se à investigação, ao ensino, à promoção da cooperação em assuntos do mar e sensibilização de governos e opiniões públicas a uma governação responsável do Oceano. É referido como “grande embaixador das políticas dos oceanos”.

Nascido em Campo Maior, só aos sete anos veria o mar. Frequentou o ensino primário em Borba, o liceu em Évora, tendo entrado na Faculdade de Ciências de Lisboa para estudar Biologia. Envolvido no movimento associativo e no MUD Juvenil, confrontado com o bloqueio da sua carreira académica por motivos políticos, prosseguiria a actividade de investigação em França. Regressaria a Portugal para desenvolver investigações sobre o bacalhau, entre 1954-1960, no quadro do Instituto de Biologia Marítima: meses a fio, partiu, a bordo de lugres e do navio-hospital Gil Eanes em direcção ao Atlântico Norte.

No início dos anos 60, a sua participação na oposição ao regime de novo o obrigou a sair do país. Em Roma, esteve ao serviço da FAO/Nações Unidas, onde foi director da Divisão de Recursos e Ambiente Aquático (1961-1974), ao mesmo tempo que continuava envolvido no movimento pela democratização da sociedade portuguesa. Regressou a Portugal logo a 27 de Abril de 1974. Secretário de Estado das Pescas (2º a 4º governos provisórios) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (5º governo provisório). Entre 1974 e 1979 presidiu à Delegação de Portugal à IIIª Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

De novo em Portugal, foi Conselheiro Científico da EXPO’98.

Mário Ruivo foi o primeiro Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, sendo o seu mandato renovado até 2017. Foi agraciado com ordens honoríficas nacionais e estrangeiras e outras distinções e prémios.

Segundo palavras do próprio, “o meu interesse pelo mar foi, em grande parte, motivado pelo desejo de melhor entender o comportamento da nossa espécie face à Natureza” e de “contribuir para uma gestão adequada deste common”.

“Sem conhecimento e sem tecnologia o bicho homem no meio marinho é cego, surdo e mudo”, dizia.

 

Mário Ruivo

Eduardo Luís Gonçalves Faria de Abreu nasceu em 1971.

O seu nome é associado, desde logo, aos destinos da neoturis, empresa de consultoria, estratégica e de negócio, direccionada exclusivamente para o sector do Turismo e Lazer, na qual é actualmente sócio-gerente e consultor.

Mas o seu jovem percurso foi marcado por outros importantes momentos.

No seu trajecto profissional deixou a sua impressão digital em empresas como a Horwath Consulting e Deloitte Consulting na qualidade de consultor.

Coordenou e integrou equipas associadas à conceptualização e desenvolvimento de projectos como o Aquapura, Parque Alqueva, L’and &Vineyards, Bom Sucesso ou o Tróia Resort. E na sua lista de projectos constam das mais conceituadas entidades, como Turismo de Portugal, Grupo André Jordan, Amorim Turismo, Espírito Santo ou Sonae, assim como as principais instituições financeiras nacionais.

A sua experiência já extravasou as fronteiras portuguesas e chegou a Espanha, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Angola e Marrocos.

Licenciado em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro, nunca deixou de querer aprender e saber mais. Essa sede por conhecimento levou-o a cursar Consultoria de Gestão e Auditoria Financeira no ISCTE e Finanças Empresariais na Universidade Católica Portuguesa.

Eduardo Abreu é membro do European Resort and Hotel Council do Urban Land Institute (ULI), tendo participado, como orador, em conferências sobre o sector em Portugal, Grécia, Namíbia e Brasil.

 

 

 

Eduardo Abreu

Rui Ramos Loza nasceu em 1949. Licenciado na ESBAL - Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciou a sua actividade profissional como arquitecto no GAT - Gabinete de Apoio Técnico de Lamego. Transferiu-se depois para a CCRN - Comissão de Coordenação da Região do Norte, onde se dedicou às áreas do Ordenamento do Território e do Ambiente.

Ao longo dos anos tornou-se num especialista em Reabilitação Urbana. Primeiro, enquanto director do CRUARB - Projecto Municipal para a Reabilitação Urbana do Centro Histórico do Porto; depois, na qualidade de director da Delegação do Porto do IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana; e ainda como administrador da Porto Vivo – SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense.

Em destaque no seu curriculum vitae está a sua participação na Direcção da ADDICT - Agência para o Desenvolvimento do Cluster das Indústrias Criativas do Norte de Portugal e a sua representação em nome de Portugal no comité de peritos da UNECE - United Nations Economic Committee for Europe sobre Habitação Sustentável, Saudável e Económica.

Mas ninguém esquece o seu papel na coordenação do processo de candidatura do Centro Histórico do Porto à inclusão na Lista do Património Mundial da UNESCO e da sua liderança no Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto - Património Mundial.

É presentemente administrador, não executivo, da Porto Vivo – SRU, e vereador do pelouro do Urbanismo na Câmara Municipal do Porto.

A sua experiência e conhecimentos levaram-no a ser coordenador e professor convidado de diferentes cursos em diferentes universidades de prestígio, tendo adquirido o grau de Investigador com o seu Doutoramento em ‘Problemas da Arquitectura’, na Universidade de Valladolid, em Espanha.

É autor de numerosos planos e projectos de Arquitectura e de Urbanismo e de dezenas de artigos, comunicações e conferências que fazem com que hoje seja reconhecido como um ‘expert’ em Cidade, Arquitectura e Reabilitação Urbana.

Rui Ramos Loza

  • Personalidade Imobiliário 2018
  • Personalidade Construção 2018
  • Personalidade Ambiente 2018
  • Personalidade Turismo 2018
  • Personalidade Mérito 2018

Fátima Perdigão é uma das maiores especialistas de imobiliário em Portugal, sector que conhece como ninguém.

Natural de Maputo foi em Moçambique que cresceu e estudou, tendo finalizado o Curso Geral do Comércio na Escola Comercial Dr. Azevedo e Silva. Foi também neste país que iniciou a sua actividade profissional.

Os primeiros passos foram dados nos Seguros Lusitana mas logo foi convidada para ser gerente do Montepio de Moçambique. Trabalhou ainda para os Serviços de Aforro e Agências, enquanto gerente da Agência da Polana, antes da sua mudança para África do Sul.

Neste país ocupou o cargo de sub-gerente no Bank of Lisbon & South Africa e, posteriormente, accountant do First National Bank-Pretoria. Mas uma nova mudança na sua vida levou-a até Portugal.

Em Lisboa tornou-se Executive Assistant do Europe Tax Free Shopping. Mas quis o destino profissional que desse o salto para o ramo imobiliário.

Começou por ser directora de Serviços e Gestão na Aranas Portugal, depois assumiu o cargo de Business Park Director na Akeler Portugal e foi ainda convidada pela Pramerica Real Estate Investors para ser Local Managing Director. Mais recentemente tornou-se independente: primeiro ficou responsável pela venda de um activo destinado a escritórios no Parque das Nações; e agora, consultora imobiliária na AFINEST – Luxury Real Estate.

Já participou em várias conferências, cursos e seminários; mas é no voluntariado que encontra a sua verdadeira vocação. Entre as suas zonas preferidas de Portugal está Lisboa, Cascais-Estoril-Sintra e Campo Maior, no Alentejo, terra do seu avô e cuja paixão que já incutiu às suas três filhas e seis netos.

Fátima Perdigão

Esta dupla está de pedra e cal na Construção, não tem medo de pôr a mão na massa mas tem nos olhos uma visão mais inovadora e sustentável do sector.

João Alexandre Belo Paviana Rodrigues nasceu em 1969. Aos 18 anos, para ter alguma independência financeira, começou a trabalhar numa distribuidora de revistas e não mais parou. É um comunicador nato, vocação que foi apurando ao longo da vida pelas várias empresas por onde passou desde o ramo automóvel e imobiliário até ao actual cargo de administrador e responsável pelo departamento Comercial da Paviana Construções Lda., empresa que fundou juntamente com o seu irmão em 1999. Possui licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira pela Universidade Internacional e frequenta o Mestrado em Gestão Empresas no Instituto Superior de Gestão. Dinâmico e empreendedor, defende acima de tudo o trabalho de equipa. De espírito livre e mente aberta, gosta de viajar, conhecer novos locais e relacionar-se com novas pessoas.

Hugo Paviana tem dedicado a sua vida profissional à Paviana Construções, onde é actualmente administrador e responsável pelo departamento de Negócio. Considera-se um engenheiro civil altamente motivado, com um histórico de sucesso de quase 20 anos em equipas líderes, no desenvolvimento de negócios e na melhoria de processos. Possui Bacharelato e Licenciatura em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e graduação no Lisbon MBA Part Time pela Universidade Católica Portuguesa / Universidade Nova de Lisboa. Na sua vida académica participou no Programa Erasmus em Avaliação do Impacto Ambiental - Instituto de Tecnologia de Dublin, na Irlanda. Defensor do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal confessa que gosta de actividades familiares e itinerantes ao ar livre, sobretudo ligadas à água e com clara preferência pela prática do kite-surf, surf e vela.

 

 

João e Hugo Paviana

Tem por missão contribuir para a divulgação das problemáticas do ambiente, do desenvolvimento sustentável e das alterações climáticas antropogénicas. É seguramente um homem que faz a diferença no Mundo.

Nasceu em Lisboa em 1942 e é professor catedrático jubilado de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Obteve a licenciatura em Ciências Geofísicas pela Universidade de Lisboa e o doutoramento em Física Nuclear Teórica pela Universidade de Londres, Inglaterra. É docente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo obtido o grau de agregado. Foi professor visitante em várias universidades dos Estados Unidos da América e em várias universidades da Europa. É académico efectivo da Academia das Ciências de Lisboa desde 1999.

Dedicou-se à investigação científica em física nuclear teórica e astrofísica nuclear, tendo-se depois dedicado à investigação em ciências do ambiente e sustentabilidade e especialmente às alterações climáticas.

O seu trabalho ao serviço do Ambiente tem sido notável. Nele destaca-se o cunho que deixou em entidades como o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, Comissão de Gestão e de Coordenação Ambiente e Climatologia da Comunidade Económica Europeia, Comissão para as Alterações Climáticas ou Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, só para citar algumas.

Tem mais de 150 trabalhos de investigação publicados em revistas científicas e proferiu mais de 250 palestras e conferências em Portugal e no estrangeiro. Além de ter participado como Delegado de Portugal em várias Conferências das Partes (COP) da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

Foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago de Espada pelo Presidente da República, em 29 de Novembro de 2005, e recebeu o Prémio Universidade de Lisboa, em 2009.

 

Filipe Duarte Santos

Reinaldo Teixeira é natural do sítio da Pena em Salir, vila pitoresca da serra do Caldeirão, no concelho de Loulé, no Algarve.

Licenciado em Gestão e Angariação Imobiliária, é um dos players de referência no imobiliário turístico do Algarve. Desde 1983 é administrador da Garvetur, uma das imobiliárias de referência da região, que entretanto expandiu a sua actividade  a todo o País e estrangeiro.  Actualmente integra também a administração da Enolagest, SGPS, sociedade criada em 2001 e da qual a Garvetur é a empresa âncora, congregando mais de 38 empresas associadas.

A sua profunda ligação à região expressa-se pela responsabilidade social das suas empresas que prestam solidariedade. A título de exemplo refira-se a ligação à Universidade do Algarve com a concessão de bolsas de excelência aos alunos com melhores resultados. 

Reinaldo Teixeira ocupa ainda cargos dirigentes do associativismo empresarial, nomeadamente como vice-presidente da AHETA e do NERA, assim como a vice-presidência da Federação Portuguesa de Turismo Rural e vice-presidência da Direcção Nacional da APEMIP, entre outros. Integra também o corpo diplomático, como Cônsul Honorário do Brasil no Algarve.

É um apaixonado pelo desporto, designadamente o atletismo, automobilismo e futebol. Foi recentemente nomeado Coordenador dos Delegados  da Liga Portuguesa de Futebol a nível nacional, depois de ter exercido durante 20 anos o cargo de represente do Algarve nessa estrutura. Ocupa simultaneamente o cargo de presidente da Mesa da Assembleia da Associação de Futebol do Algarve.

Os seus tempos livres são dedicados à família e ao convívio com os numerosos amigos.

 

Reinaldo Manuel Bernardo Teixeira

A Arquitectura Paisagista e o Urbanismo estiveram desde sempre ligados à sua vida. Primeiro pela via académica, depois ao longo da sua carreira.

Formou-se em Arquitectura Paisagista e em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa. Seguiu-se o Doutoramento e o título de Agregado em Administração Pública e Políticas do Território.

Ser professor foi algo que surgiu natural na sua vida, tendo leccionado em diversas universidades portuguesas e em Itália.

Desenvolveu a sua actividade profissional como arquitecto paisagista e urbanista, e participou em estudos e projectos em Portugal, Moçambique, Arábia Saudita, Macau e Timor.

O seu nome está ligado ao planeamento municipal nas autarquias de Lisboa e Santarém. O seu trabalho de promoção externa na Ambelis - Agência para a Modernização Económica de Lisboa valeu-lhe o reconhecimento do Rei de Espanha que lhe atribuiu a Comenda da Ordem de Isabel a Católica.

O imobiliário foi um sector que também abraçou tendo feito parte do International Committee do Salão Imobiliário Barcelona Meeting Point e do Salão Imobiliário de Marbella. Integra actualmente o Conselho Estratégico do SIL - Salão Imobiliário de Portugal.

Com várias obras literárias publicadas e director de diversas revistas, é hoje investigador do CIAUD - Centro de Estudos em Arquitectura, Urbanismo e Design da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e integra o Colégio Food, Farm & Forestry (F3) da Universidade de Lisboa.

Mais recentemente foi deputado à Assembleia da República e presidente da Comissão Parlamentar de Equipamento Social, sendo, actualmente, membro da Assembleia Municipal de Alcobaça, da qual, aliás, já foi presidente.

Leonel Fadigas

  • Personalidade Imobiliário 2019
  • Personalidade Construção 2019
  • Personalidade Ambiente 2019
  • Personalidade Turismo 2019
  • Personalidade Mérito 2019

 É um jovem de 35 anos que chegou há poucos anos ao imobiliário mas que depressa tornou-se num opinion maker do sector.

Com formação académica na Universidade Católica Portuguesa iniciou a sua actividade profissional como advogado-estagiário do gabinete Cuatrecasas, onde desempenhou o cargo de senior associate do departamento Imobiliário, Construção e Turismo. De uma equipa de apenas dois advogados, quando deixou o mesmo, em 2014, já eram 10 os profissionais a dedicarem-se a estas áreas.

É actualmente vice-presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), onde implementou a sua visão e o seu projecto de uma entidade moderna, contemporânea, baseada num serviço altamente profissionalizado e focado na criação de valor às empresas. Sobre os seus ombros tem ainda a responsabilidade da internacionalização do sector, tendo levado a promoção das empresas e dos players a França, Espanha, Macau, entre outros.

A ele nada lhe escapa. É conhecedor profundo das operações que decorrem no mercado imobiliário e tem sabido, como ninguém, assessorar promotores e investidores de todos os quadrantes.

É também um orador nato, tendo participado nas principais conferências e fóruns do mercado a nível nacional e internacional, e autor de vários artigos de opinião nas principais revistas e jornais em Portugal, na Península Ibéria e na Europa Ocidental.

Quem o conhece sabe que tem um grande coração. O melhor exemplo aconteceu com o projecto de solidariedade “A Escola de Todos Nós” que permitiu a reconstrução do Infantário de Midões, em Tábua, Coimbra, que foi dizimado pelos fogos de 15 de Outubro 2017.

Hugo Santos Ferreira

Rui Luís Furtado Marques é natural de Alcobaça e licenciado em Engenharia Civil pelo IST.

Iniciou a sua carreira na Edifer Construções, em 1980, como estagiário nos edifícios do Centro Comercial Fonte Nova, em Lisboa.

Empreendedor e dinâmico, foi subindo nesta empresa, primeiro como director de obra, depois como director de Divisão, tendo chegado a administrador da Edifer Construções e da Edifer Reabilitação espelhando-se a sua obra num volume de negócios anual entre 120 a 150 milhões de euros.

Ainda na Edifer Construções, foi também responsável pela unidade de produção dos Açores, sendo de realçar as obras de reabilitação dos edifícios, danificados pelo sismo de 1998 em cinco freguesias das ilhas do Pico e do Faial, e a construção da escola artística de São Carlos em Angra do Heroísmo.

Em 2009 ingressa na HCI Construções SA, com a função de director de Produção, seguindo-se a de administrador que ainda desempenha.

Neste período da sua vida profissional evidencia-se na construção nova a Fundação Champalimaud, a nova sede da EDP e a construção do novo Campus de Carcavelos da Universidade Nova. Já na reabilitação o destaque vai para a sede do Banco de Portugal, o grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, o Arco da Rua Augusta, o Palacete de Santa Catarina, a nova Sede da VdA e as Residências Sottomayor.

Em paralelo, tem mantido uma ligação à Ordem dos Engenheiros desde 2000, na especialização em Direcção e Gestão da Construção, onde desempenha actualmente a função de coordenador da respectiva comissão.

Mais do que os edifícios emblemáticos que passaram pelas suas mãos, Rui Marques é um visionário e um profundo conhecedor da realidade do sector da construção em Portugal.

Rui Marques

Nascido em 1974, João Roquette e a sua família mudam-se para Inglaterra no ano seguinte. Seguiu-se o Brasil, tendo regressado a Portugal em 1980.

Em 1997 forma-se em Gestão de Empresas, tendo iniciado a sua actividade na Merrill Lynch International enquanto analista de banca de investimentos da equipa ibérica em Londres e posteriormente em Madrid. Durante três anos participou em diversas operações de fusões e aquisições, financiamento e consultoria, tendo estado envolvido em algumas das maiores e mais prestigiadas empresas ibéricas.

Em 2005 assume funções no Esporão na equipa financeira e, no ano seguinte, já na qualidade da administrador delegado, incrementa uma estratégia de crescimento que coloca a sustentabilidade no centro da actividade e cultura da empresa. Actualmente acumula a liderança executiva do Grupo Esporão com as funções de administrador não-executivo da PrimeDrinks, director da Acibev e membro do Conselho Geral da CVRA.

Foi precisamente a sua visão inovadora que colocou o Esporão na liderança de vendas em Portugal e no Brasil e que levou também a empresa a ser, por diversas vezes, agraciada com prémios, nomeadamente “Empresa do Ano”, “Sustainability of the Year Award”, “Green Project Awards” pelas práticas de produção agrícola sustentável e os “European Business Awards for the Environment” na categoria “Produtos e Serviços”.

Alma sensível ao mundo que o rodeia, João Roquette tem ainda a paixão pela música. Quando vivia em Espanha criou uma editora discográfica, que ainda hoje se encontra activa, onde editou três álbuns de sua autoria. Já em Portugal deu continuidade aos seus estudos musicais de piano na Escola de Jazz do Hot Club, em Lisboa.

A sua abordagem holística vai, pois, muito além da impressão digital que gravou no Esporão, é um exemplo a ser seguido em nome de um País que deve ter regiões e projectos integrados e mais sustentáveis.

 

João Roquette

Ana Manuel Jerónimo Lopes Correia Mendes Godinho nasceu em 1972, em Lisboa.

É licenciada em Direito pela Faculdade da Universidade de Lisboa e tem uma pós-graduação em Direito do Trabalho e Logística e Ciência da Legislação.

Foi directora dos Serviços de Apoio à Actividade Inspectiva e Inspectora do Trabalho da Autoridade para as Condições do Trabalho, entre 2012 e 2015, mas foi no turismo que a sua carreira levantou voo.

Conhece como ninguém este sector onde já assumiu os cargos de vice-presidente do Turismo de Portugal, administradora da Turismo Capital, administradora da Turismo Fundos e adjunta e Chefe do Gabinete do secretário de Estado do Turismo do XVII Governo Constitucional. Foi também coordenadora e docente do curso de pós-graduação de Direito do Turismo na Faculdade de Direito de Lisboa.

Actualmente é secretária de Estado do Turismo do XXI Governo Constitucional, desde Novembro de 2015, e encabeça a lista do Partido Socialista pelo círculo da Guarda nas próximas Eleições Legislativas.

É considerada a “mãe” do Programa Revive que, em 2019, conta com 33 projectos em acção. Num País que vive o seu melhor momento turístico de sempre, Ana Mendes Godinho assume que ainda há muitos desafios a superar e defende a coesão territorial, a sustentabilidade ambiental e a valorização dos trabalhadores do sector.

 

Ana Mendes Godinho

É um dos maiores especialistas quando se fala em solos e desertificação, agricultura e florestas, ordenamento do território e sustentabilidade.

Eugénio Sequeira tem um percurso notável. Tornou-se Engenheiro Agrónomo do ISA, em 1961, tendo a sua tese obtido a classificação de 19 valores. Ingressou no Departamento de Pedologia da Estação Agronómica Nacional onde atingiu o grau de Investigador Coordenador.

Curioso pelo meio envolvente, investigou inicialmente o comportamento dos micro-elementos no solo e nas plantas, em poluição e na distribuição das raízes das plantas. E desenvolveu vários trabalhos sobre a conservação do solo e da água e a sua qualidade.

Coordenou o Grupo de Trabalho Agricultura/Ambiente do INIAV, tendo participado na preparação da reunião do Rio de Janeiro (Agenda 21) e posteriormente na elaboração da Convenção de Combate à Desertificação tendo sido um dos responsáveis pelo Anexo IV daquela Convenção. Assim como coordenou o Programa Integrado de Desenvolvimento do Baixo Mondego - Sector de Investigação e Desenvolvimento, com projectos integrados em Programas de Investigação da União Europeia em que liderou a parte portuguesa.

Foi membro cooptado do Conselho Científico da Escola Superior Agrária de Beja de 1999 a 2001, e do Conselho Técnico do IHERA também desde 1999 a 2000. E em Maio de 2000 tomou posse do cargo de Conselheiro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, cargo em que ainda está empossado.

Está associado a diferentes entidades de defesa do ambiente e dos animais e tem mais de 400 títulos em publicações de índole científica, de divulgação e de formação. Já foi agraciado e condecorado diversas vezes pelo seu trabalho que imprime, nas gerações presentes e vindouras, de forma singular, uma sensibilização e consciencialização sobre o mundo que nos rodeia.

Eugénio Sequeira

  • Personalidade Imobiliário 2020
  • Personalidade Construção 2020
  • Personalidade Ambiente 2020
  • Personalidade Turismo 2020
  • Personalidade Mérito 2020

Nasceu no dia 6 de Agosto de 1944 em Moçâmedes, na província de Namibe, em Angola, e é o mais velho de cinco irmãos.

A sua formação académica passou pela Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva, em Lubango (Angola) tendo adquirido o Curso Geral do Comércio com formação complementar em administração, gestão financeira e organização e métodos de empresas.

Após o serviço militar obrigatório angolano, iniciou a actividade no Grupo Soma – Sousa Machado & Cª. assumido as funções de tesoureiro, depois técnico de contas e por fim gerente administrativo-financeiro.

Devido à guerra civil em Angola, emigra para o Brasil, para a cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, onde vai trabalhar para a firma Megaton como técnico de contabilidade, seguindo-se a chefia da Secção de Organização e Métodos e logo depois cumulativamente gerente administrativo-financeiro. No Brasil trabalha ainda nas empresas Grupo Auto Paraná Veículos e Plásticos do Paraná.

Em 1979, por motivos familiares, regressa a Portugal. Nessa altura faz parte da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e inicia também a actividade imobiliária na Construção Civil.

Na década de 80 torna-se sócio gerente e fundador da empresa Imobiliária Terraço, que se dedica à Construção Civil e Mediação Imobiliária na Parede, concelho de Oeiras, da qual sai para fundar a sua empresa Futurama - Construção Civil, Projectos e Propriedades, na mesma zona, ainda hoje em actividade.

Em 1987, a Futurama integra a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), na qual chega a ser eleito presidente da Direcção. Em 2014, acaba por sair da APEMIP e passa a fazer parte da recém-criada Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP), na qual é eleito presidente do Conselho Fiscal e assume posteriormente o cargo de vice-presidente para a Zona Centro.

Membro fundador do Rotary Clube de Parede-Carcavelos, jornalista e opinion maker, gosta nos seus tempos livres de dedicar-se à pintura, jardinagem, música, leitura, viajar e pescar.

Eduardo Luís

Licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, é master of Sciences in Civil Engineering, MSCE, pela Purdue University, nos Estados Unidos da América (EUA), e Master in Business Administration, MBA, pelo International Management Institute (IMD) da Universidade de Geneva, na Suíça.

Começou por estagiar na empresa Adjeleian & Associates em Otava, Canadá, seguindo-se a alemã Ed. Züblin AG.

Trabalhou no Gabinete de Estudos e Planeamento da Junta Autónoma de Estradas, tendo, em paralelo, frequentado a Universidade de Purdue, nos EUA, onde tirou um curso de Planeamento de Transportes e obtido o grau de Master of Sciences, além do prémio Student O'Farril Highway Award.

Em Angola foi assistente e regente na Universidade de Luanda, tendo trabalhado na Junta Autónoma de Estradas de Angola e ASPA, além de ter sido assessor do ministro dos Transportes e Comunicações angolano.

Na empresa Consulplano chefiou diversos estudos e projectos, bem como foi responsável pelas relações internacionais da empresa, em especial as joint-ventures, com firmas da Alemanha, Inglaterra, China, EUA, Malásia, Moçambique e Zimbabwe, países da África francófona e lusófona, países árabes e América Latina.

Actualmente é presidente do Conselho de Administração da empresa que constitui a “holding” do Grupo PCG Profabril Consulplano Global SA, cargo que assume também nas empresas PCG Profabril XXI, Defint, PAL Asiaconsult (Macau), Asiaconsult Pacific (Hong Kong), PCG Portuguese Consulting Group, LTD (Hong Kong) e PT Partono Fondas Engineering Consultant (Indonésia).

Com um percurso extraordinário, fala ainda fluentemente português, inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, sueco e, “algum”, mandarim.

Ilídio Serôdio

Licenciado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Gestão de Tecnologia, ambos pelo Instituto Superior Técnico, foi vogal do seu Conselho Directivo e ainda Gestor de Projecto, Consultor e Investigador na área de Economia e Políticas de Desenvolvimento em Inovação no IN+ (Center for Innovation, Technology and Policy Research).

A sua carreira profissional passou pela Câmara Municipal de Lisboa na qualidade de assessor sénior na área do Ambiente e Energia e posteriormente foi director técnico na empresa CONSULFIN, S.A, e, em acumulação, director técnico na TEC RAIL SOLUTION, S.A., Luanda.

É colaborador da ADENE - Agência para a Energia desde 2013. Nesta entidade já exerceu as funções de coordenador de Direcção/ CF & AO, foi vogal do Conselho de Administração e responsável pelas actividades de Planeamento & Finanças, Assuntos Jurídicos e Procurement.

Responsável pelo Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, a ele se deve a nova marca “Certificar é Valorizar” e um novo modelo de verificação e garantia de qualidade desta certificação.

Assumiu ainda na ADENE a responsabilidade pelas actividades de incubação de novos produtos e serviços, tendo por objectivo a promoção e evolução das melhores práticas junto de consumidores e agentes de mercado.

 

Manuel Bóia

Com 52 anos, é casado com Paula Ferreira e pai de quatro filhos. Nascido em Matosinhos é um “self made-man” e reconhecido empresário português.

É licenciado em Gestão de Empresas Turísticas, pela Universidade Lusófona, tem uma pós-graduação em Gestão Avançada para Gestores de topo na IESE, pela Universidade de Navarra, Espanha, e terminou também com sucesso o curso de Auditores de Defesa Nacional 2004/5.

Presidente do Grupo Pluris Investments possui um vasto portfólio e investimentos que vão desde os drones ao ensino pré-escolar, comunicação, aviação privada, imobiliário, seguros, energias renováveis, produtos farmacêuticos ou comboios históricos.

Mas é mais conhecido como CEO da DouroAzul, empresa líder de cruzeiros fluviais em Portugal, e pela hotelaria, tendo reabilitado o histórico edifício do Monumental no Porto, entre outros. A nível internacional detém a empresa alemã de cruzeiros fluviais Nicko Cruises e nos Estados Unidos da América é proprietário da empresa Atlas Ocean Voyages que realiza cruzeiros de expedição para zonas remotas do planeta, como a Antárctica. Visionário, já tem os olhos postos no turismo espacial.

É Cônsul Honorário da República da Estónia, no Porto, e curador da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento. Foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa por duas vezes tendo recebido o título de Comendador da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial. Recebeu também a Ordem da Cruz da Terra Mariana do Presidente da República da Estónia e foi condecorado com a medalha do Pacificador pelo exército do Brasil. Recebeu igualmente a medalha de mérito da Câmara Municipal do Porto e a medalha de ouro de mérito empresarial da Câmara Municipal de Gaia.

Mário Ferreira

Nascido a 18 de Julho de 1950, é formado em Economia e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia de Lisboa (actual ISEG).

No seu percurso profissional passou por diversas instituições financeiras, nomeadamente em Paris, Londres e Lisboa, tendo também trabalhado na indústria vinícola e nos sectores dos materiais de construção e ambiente.

Apesar do seu percurso notável, cedo compreendeu que a sua verdadeira paixão seria a de criar algo inovador no sector do Imobiliário. E é assim que, na década de 80, se inicia na qualidade de promotor imobiliário. Aliás, o seu primeiro grande projecto em Lisboa, o Campo Grande 220, tornou-se uma referência no panorama do imobiliário nacional. A partir daqui não mais parou e desenvolveu diversos projectos de habitação, escritórios, comércio e estacionamento.

Visionário e homem de iniciativa, conseguiu reunir um grupo de empresários e investidores, na altura com projectos imobiliários emblemáticos em Lisboa, no litoral Atlântico e no Algarve, para, em conjunto, constituírem uma associação de profissionais que dotasse o País de uma entidade que dignificasse o sector.

Foi assim, há quase 30 anos e com apenas cinco fundadores, que surgiu a APPII - Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, estava-se em 1991. Hoje é uma referência e conta com mais de duas centenas de associados, entre eles alguns dos maiores e mais prestigiados promotores e investidores imobiliários, nacionais e estrangeiros, que operam de Norte a Sul do País.

São, como diz, “mais de três décadas (uma vida!...) dedicados ao sector da Promoção Imobiliária, com tudo o que isso comporta, de momentos bons e de outros menos bons, mas todos sempre vividos com grande intensidade”.

Henrique Polignac de Barros

  • Personalidade Imobiliário 2022
  • Personalidade Construção 2022
  • Personalidade Ambiente 2022
  • Personalidade Turismo 2022
  • Personalidade Mérito 2022
  • Personalidade Carreira 2022

Nasceu na Venezuela em 1966, no seio de uma família de emigrantes portugueses, trabalhadores no sector da panificação. Mas foi o seu pai que, ainda antes de regressar a Portugal, começou a investir as poupanças em pequenos empreendimentos, caminho que haveria de influenciar o futuro do filho.

Já em Portugal, formou-se em Engenharia Civil e tirou ainda um curso de Direcção de Empresas pela AESE Business School em Lisboa, sendo ambas as aprendizagens essenciais para o percurso profissional que tem feito ao longo da sua carreira.

Em 1989, desafia o pai a constituir a Civilria, uma empresa que desenvolve as várias etapas do processo imobiliário, desde a aquisição do terreno até à gestão de activos, focada em projectos sustentáveis e que vão ao encontro das actuais necessidades dos compradores, trabalhando com os segmentos residencial, retail, logística e escritórios.

A actividade teve início dois anos depois, em 1991, com o lançamento do primeiro empreendimento e o primeiro sócio a juntar-se aos fundadores foi o irmão Carlos, consolidando assim a importância das raízes familiares da empresa.

Casado e pai de duas filhas, encontra no mar e na literatura a calma de que precisa para escapar à agitação diária que a gestão de um negócio exige. Apesar disto, o dinamismo e inquietação característicos do empresário transparecem para a vida pessoal, admitindo-se um fã de ski aquático e maratonista, tendo concluído este ano, em Boston, um ciclo de seis maratonas. Ainda assim, a derradeira prova de resistência na qual se tem mostrado vencedor é no papel de CEO da Civilria.

Artur Varum

Nascido na terceira geração de uma família dedicada ao sector da engenharia e construção, com o peso da criação do Grupo Casais, inicialmente deu passos noutra direcção quando ganhou um fascínio por informática e programação no secundário, depois de ter recebido um computador Timex 72K.

Mas o legado familiar falou mais alto e no momento da inscrição para o ensino superior optou por Engenharia Civil, sendo essa a primeira fase não anunciada de uma nova era para um negócio fundado na década de 50.

Visionário e dinâmico, começou a implementar estratégias de ampliação de negócio e produtividade durante a sua passagem pelo cargo de administrador, mas foi com a grande crise económica de 2008 e o colapso de negócios a nível global que pôs em prática verdadeiras mudanças que tornaram o Grupo Casais um dos líderes do sector.

Repensou a estratégia, reforçou a actividade internacional e definiu a visão, os valores e a missão da empresa. O envolvimento directo com a comunidade foi outra das suas preocupações, tendo apoiado iniciativas como a Academia Casais, que tem como objectivo habilitar as pessoas para os desafios da vida profissional, através da partilha e desenvolvimento de conhecimento e competências, e a Fundação Mestre Casais, que se foca na formação e nas alterações climáticas.

No seu gosto por viajar trás consigo a partilha de experiências, pelo que a inovação e o futuro não o assustam. O seu hábito de praticar exercício físico revela o seu mindset de “corpo são em mente sã”. Mente tão apurada que lhe permite praticar o tiro desportivo, uma das suas grandes paixões. Aliás, dá sempre tiros certeiros e, por isso, o presente da Casais é feito de iniciativas que marcam o legado do grupo.

António Carlos Rodrigues

Bióloga de profissão, doutorada em Ciências do Ambiente, percebeu desde cedo que queria dedicar a sua vida ao mar e à preservação da vasta vida que lá existe, muito além do que os nossos olhos conseguem ver.

Ao longo do seu percurso tem-se dedicado à investigação sobre microplásticos e lixo marinho, desenvolvendo várias publicações científicas, projectos de investigação e acções de sensibilização e comunicação à sociedade sobre o tema.

É membro do GESAMP – um grupo de especialistas criado pelas Nações Unidas para implementar uma estratégia de protecção ambiental marinha – e perita em microplásticos na FCT-MCTES (Fundação para a Ciência e Tecnologia). Mas sendo uma mulher de iniciativa, decidiu que queria ter uma participação ainda mais presente na conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros e, na sequência de uma reunião em 2013 com entidades internacionais, na Agência Portuguesa do Ambiente, surge a ideia de criar a Associação Portuguesa do Lixo Marinho, da qual é fundadora e presidente.

A sede de descobrir anda de braço dado com a vontade de ensinar o que sabe e, por isso, actualmente é professora associada na NOVA School of Science and Technology e investigadora do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

Considera-se pragmática e descomplicada, com uma inesgotável curiosidade que vai muito para lá do mar e encontrou na fotografia uma das suas grandes paixões. Acima de tudo, é uma mulher dedicada ao conhecimento, ou não fosse ela, como a própria afirma alguém que gosta “da luz que ilumina para além do que se vê”.

 

 

Paula Sobral

Nasce na pitoresca freguesia de Ventosa, Alenquer, em 1946. O mesmo ano da primeira edição do Festival de Cinema de Cannes. Mas as primeiras cenas do filme da sua vida não deixam adivinhar o inesperado e admirável percurso que construiu até agora.

Em 1971, forma-se em Engenharia Civil pelo Instituto Técnico de Lisboa e depois de trabalhar como fiscal de obras em vários projectos, torna-se director de Obra e Técnico Responsável por diversos edifícios que surgiram nos anos seguintes, como o Hotel Altis da Rua Castilho ou a Urbanização da Encosta das Olaias, tendo esta última sido distinguida com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura.

Simultaneamente, e enquanto cresce a nível profissional na Engenharia, torna-se capitão da selecção nacional de Rugby durante 15 anos, sendo praticante da modalidade de 1963 a 1980. Depois de se retirar, é presidente da Federação Portuguesa de Rugby durante 12 anos e ocupa ainda o cargo de vice-presidente da Federação Europeia e representante da Europa na Federação Mundial IRB.

Mas o sucesso vai além dos Lobos, e, em 1974, num ano de mudanças sem igual para o País, é eleito administrador-delegado do Grupo Altis, ficando responsável pela concepção e construção de cinco novos hotéis da cadeia, entre eles o Altis Avenida, na icónica Praça dos Restauradores. Mantém-se ainda hoje na empresa, onde é actualmente presidente do Conselho de Administração, cargo que desempenha desde 2014. A sua forte marca na hotelaria é reforçada pelo papel de liderança que assumiu na Associação da Hotelaria de Portugal, até Abril deste ano.

Para além do amor ao desporto, área à qual se dedicou tanto, encontra nas viagens, na descoberta da natureza e na gastronomia os maiores prazeres da sua vida.

Raúl Martins

Há nele algo de genuíno, no rosto as linhas de quem trabalhou muito, deu muito de si mas que também tem estampado felicidade.

Nasceu numa aldeia do concelho de Pombal, a 25 de Dezembro de 1946, e tem quatro irmãos. Aos 11 anos já trabalhava, mas só aos 20 anos deu efectivamente o salto para Paris.

Nos anos 60 era sindicalista e ajudou muitas famílias portuguesas em França, nomeadamente a obter o abono de família.

Com olho clínico para o negócio, começou por adquirir sobras de peles das fábricas e com elas fazia casacos para crianças e porta-moedas. Chegou a exportar para a Polónia e para Espanha. Numa altura em que os portugueses não podiam ser empresários contornou a situação ao contratar um gestor francês. Depressa deu nas vistas e chegou a fazer colecções para os grandes desfiles dos estilistas de renome Yves Saint Laurent e Louis Vuitton. Passou a viajar muito. A crescer ainda mais.

Em paralelo foi financiando amigos na construção e imobiliário em França e Portugal. Fundou o Grupo Libertas, hoje um dos mais conceituados no mercado imobiliário e pela sua mão deu forma a inúmeras obras de referência. Casado, é pai de dois filhos que já seguem as suas pegadas.

Do imobiliário ligou-se ao turismo. Era inevitável. Actualmente faz a exploração turístico-imobiliária de diversos empreendimentos, bem como a gestão turística, hoteleira e de restauração de diversos espaços.

O seu gosto pela terra, pelo rural, pelo autêntico, levou-o à Herdade do Alto Pina onde descobriu o gosto pela agricultura biológica. O próximo passo será um resort sem stress.

Adora estar em todo o lado e diz que não precisa de tempo de lazer ou de férias. Que tem uma vida boa mas que também lutou muito por isso. Gosta de ler e de caminhar. Irrequieto, está agora a apostar nas energias alternativas. Não conseguimos deixar de ansiar pelo que vai fazer a seguir…

António Joaquim Gonçalves

Nasceu a 24 de Junho de 1957 em Moçambique, cresceu no seio de uma família tradicional e teve oito irmãos. Ainda durante a sua infância foi viver para Angola.

Desde cedo mostrou que tinha jeito para o jornalismo ao criar o jornal da família baseado nos comentários, nas partilhas e fofocas das suas irmãs.

Fez grande parte da sua carreira jornalística, entre 1975 e 1985, em Angola ou ao serviço de órgãos de informação angolanos. Passou pelo “Jornal de Angola”, pela “Rádio Nacional de Angola (RNA)”, foi correspondente do “Angola Press – ANGOP” e colaborou com a revista “Novembro”. Ainda no âmbito profissional, trabalhou na “Televisão Pública de Angola” onde fez parte da comitiva oficial do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, para a área da Comunicação.

Teve a sorte ou, como dizia o “privilégio”, de acompanhar todo o processo de constituição do Estado angolano e de seguir a actividade política marcante da altura, nomeadamente as questões ligadas com a descolonização da África Austral.

Trabalhou para numerosos países de África, Europa de Leste e da América Latina. Em Portugal, a partir de 1989, foi redactor no jornal “Europeu” no qual conhece a sua companheira de vida, uma das primeiras mulheres do fotojornalismo em Portugal Anabela Loureiro.

Passou pelo “Diário de Lisboa”, colaborou com a revista “A Razão” e foi director-adjunto da revista “Imobiliária”. Em 2013, funda com a sua companheira a revista “Magazine Imobiliário” e relança o grande evento dos “Óscares” do Imobiliário, a par dos “Prémios Personalidades”.

Faleceu em 2021, aos 63 anos. Foi cedo demais, deixa muitas saudades, faz muita falta. Ainda assim, deixou um legado que é recordado e reconhecido por todos aqui e além-mar. Trabalhou, sempre, como gostava de dizer, com “material inédito, louvado e distinguido por colegas de várias nacionalidades” que conheceram o seu trabalho e tiveram o apanágio de privar com ele dentro e fora das linhas da escrita.

Tinha uma paixão pela vela, tendo ganho inúmeras regatas angolanas e não só. Gostava de viajar e receber os amigos em casa, sobretudo de cozinhar à boa maneira africana. Adorava boxers, tendo tido ao longo da sua vida nove cães desta raça. Estimava prosear com todo o tipo de pessoas e considerava-se um cidadão do mundo. O mar, o nascer e o pôr-do-sol estavam no topo das suas preferências. Homem sério, tinha um grande sentido de humor e de justiça, e era generoso como ninguém. Mas os grandes amores da sua vida eram a sua “Belinha” e os seus dois filhos Djaimila e Francisco que lhe enchiam o coração.

O Prémio Personalidade Carreira, atribuído a título póstumo, é uma iniciativa da APPII - Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários e a APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal no âmbito dos Prémios Personalidade 2022.

Paulo Caiado, presidente da APEMIP, refere que não teve “o prazer e a honra de conhecer o Joaquim Pereira de Almeida.” Mas como diz, “ao longo da vida, por diversas vezes, falamos e ouvimos falar em legado, aquilo que por cá deixaremos após a partida.” Neste sentido, tal “faz com que tantas vezes se torne numa expressão simples, a do legado material, mas muito mais difícil de entender quando o legado extravasa largamente qualquer outro tipo de teor material, mesmo tratando-se da mais simples e nobre ambição humana.”

“Acontece que - quem foi, o que fez, e o que deixou o Joaquim Pereira de Almeida – faz com que eu, que nunca o conheci, saiba dele tantas coisas boas e tantas coisas interessantes. Faz com que até me pareça estranho nunca o ter conhecido. Obrigado Joaquim.”

Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII, explica que “esta distinção visa homenagear e relembrar, com saudade, o decano do jornalismo imobiliário em Portugal. O Joaquim, como era carinhosa e sempre directamente chamado pelo nome por toda a gente, tal era a proximidade que mantinha com todo o sector, foi um profissional de mão cheia e era uma pessoa encantadora. O nosso Joaquim era uma pessoa frontal, directa, mas ao mesmo tempo com um enorme coração. Pessoa sincera, divertida e acima de tudo muito amiga do seu amigo. Procurou sempre elevar e levar cada vez mais longe o jornalismo imobiliário em Portugal. Entrevistou as grandes figuras do nosso mercado e deixou, nos vários grupos editoriais por onde passou, retratada a história do imobiliário nacional.”

“Deixou-nos cedo de mais, relembrando que o dia da sua partida foi seguramente um dos dias em que maior consternação vi no nosso sector, ao mesmo tempo da união na dor de ver um homem bom deixar-nos prematuramente. Porém, alegremo-nos, pois o seu legado é enorme, deixa-nos a sua memória eterna e um grupo editorial forte, com futuro e uma revista séria, considerada e respeitada por todos, bem como merecedora do carinho e dedicação de toda uma comunidade, a nossa Magazine Imobiliário. Até sempre, Joaquim!”.

Joaquim Pereira de Almeida

  • Personalidade Imobiliário 2023
  • Personalidade Construção 2023
  • Personalidade Ambiente 2023
  • Personalidade Turismo 2023
  • Personalidade Mérito 2023

O que dizer de uma mulher que soube subir a pulso num mundo ainda marcado por homens, que soube progredir, inovar, diferenciar. São mais de 30 anos de carreira. Hoje, é um nome incontornável do imobiliário.

Aluna atenta e astuta, mas também com uma visão do mundo muito própria, começou os seus estudos superiores com uma licenciatura em Relações Internacionais. Mas a sua verdadeira paixão surgiu mais tarde com o curso de Gestão de Marketing. Aliás, os conhecimentos e experiências adquiridos nesse curso seriam determinantes no rumo que a sua vida iria dar a seguir, com os primeiros passos de um longo percurso que a conduziram até ao lugar onde se encontra hoje, de mãos dadas com o imobiliário.

Em 1996 assume o cargo de directora Comercial e de Marketing da Regus. Três anos depois estreia-se como empreendedora com a criação do seu próprio negócio de consultoria e optimização de espaços: a Melo e Liz Design.

Anos mais tarde, e ainda com este projecto em mãos, torna-se directora Comercial da mediadora Cosmopolita, sendo que, em 2007, ambas as empresas se fundem com a líder ibérica em consultoria imobiliária Aguirre Newman, onde assume a função de managing partner. Janeiro de 2018 fica marcado como um ponto decisivo na sua carreira, tornando-se CEO na Savills Portugal, cargo que ainda desempenha no dia de hoje ao lado do seu marido Paulo Silva, Head of Country da Savills.

Apaixonada por tudo o que a rodeia, nomeadamente pelos mais jovens e pela educação, acaba por integrar o grupo de fundadores da Oeiras International School. Não sendo uma pessoa de meias medidas, mas que se lança de cabeça e coração em tudo o que se compromete, dedicou-se de corpo e alma a recuperar e a criar um colégio de prestígio em Caxias. E conseguiu!

Para lá do quotidiano agitado do trabalho e dos negócios, gosta de dedicar a sua vida à família. Mãe de três filhos, diz que gosta de cozinhar para família e amigos. Já os seus cães, tratar deles é mais do que cuidar, são verdadeiros momentos de relaxamento. Ler, viajar, dançar, cantar e andar a cavalo estão entre as suas actividades favoritas, mas nadar é o seu desporto de eleição.

Mulher forte do imobiliário em Portugal, é fonte de inspiração para um sem número de mulheres empreendedoras que vêem no seu percurso um exemplo a seguir.

Patrícia de Melo e Liz

Trabalhador, determinado e visionário, tem sabido levar o nome de Portugal ao mundo através de um império com raízes na nobreza da madeira como matéria-prima.

Nascido em Lisboa em 1956, é por cá que segue os estudos até aos 18 anos. Assim que atinge a maioridade ruma a West Yorkshire, em Inglaterra, onde se licencia em Operations Management e Managerial Sciences, na universidade de Bradford.

É um estágio de 15 meses em Preservação Industrial de Madeiras na inglesa Hickson Timber Products, na altura a maior empresa mundial da especialidade, e um trabalho de fim de curso focado nesta indústria, que mostram os primeiros passos de um percurso dedicado a este material dado directamente pela natureza.

Regressa a Portugal em finais de 1979. Um ano depois, cria juntamente com seu pai a A. Milne Carmo, Lda., em Pegões.

Nesta altura, com apenas 23 anos, assume grandes responsabilidades, participando activamente em todos os sectores da empresa e gerindo os departamentos Comercial, Produção, Compras, Pessoal, Administrativo, Financeiro e Marketing. O empenho e dedicação é tal que muito rapidamente a pequena fábrica ultrapassa as fronteiras portuguesas. O processo de internacionalização inicia-se pelos mercados francês e alemão, e rapidamente chega a Itália e Espanha, marcando o início da reconhecida marca Carmo Wood.

Imparável e com alguma ambição na sua visão global de mercado, prossegue o seu percurso com novas apostas em diferentes geografias. Em 1987 funda a Carmo France Agriculture, a primeira empresa fora de Portugal, com sede em Bordéus, que se estende a todo o território francês. Segue-se a Carmo Ibéria em 1995, ano em que inicia também os negócios no Brasil em parceria com empresários locais. Em 2008, segue-se a criação da Carmo France Structures en Bois, também em Bordéus. Hoje chega a 40 países.

Com fábricas em Pegões, Almeirim e Oliveira de Frades, os anos de actividade têm, inevitavelmente, apresentando desafios, como a destruição da maior fábrica da Carmo Wood, em Oliveira de Frades, na sequência dos incêndios que devastaram aquela região.

Dos prazeres da vida destaca a preferência por livros cativantes e um bom copo de vinho. Gosta de praticar desportos ao ar livre e podemos facilmente encontrá-lo ou um campo de golfe ou numa pista de esqui.

Desde o período em que colocavam postes de vinha nas herdades dos mais prestigiados produtores de vinhos franceses, passando pelos parques infantis ou passadiços que embelezam as paisagens turísticas, passando pelas Block Houses até aos escritórios flutuantes, a sua carreira é feita de uma matéria-prima sólida, nobre, de rara beleza. É feita de uma fibra que vai durar muito para lá da sua existência, deixando uma herança para as gerações vindouras.

Jorge Milne e Carmo

Lá bem no alto, na imensidão do Parque Natural da Serra da Estrela, existe um ser humano atento ao mundo que o rodeia. Mais do que uma vida dedicada à conservação da natureza serrana, ele é um espírito inquieto e protector de um local único nacional.

A sua vida profissional e pessoal é indissociável. E é do amor profundo pela serra que tem construído o seu percurso.

Em 1982 cria a ASE – Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela, da qual é actualmente presidente da Direcção. Alma irrequieta, a partir daí o destino tem-no levado a criar vários projectos de preservação e formação pedagógica, sempre com o objectivo de sensibilizar a comunidade para a importância de respeitar e proteger aquele ecossistema.

É com grande humildade que partilha o seu conhecimento, destacando-se o papel que desempenhou, de 1995 a 2005, na fundação e coordenação da equipa de salvamento em montanha: a SOS-Estrela. Deu formação nesta área a bombeiros de cinco corporações da área da Serra da Estrela e ainda a 30 elementos da Protecção Civil dos Açores, a convite do Governo Regional.

Recentemente, durante os incêndios que afectaram o Parque Natural da Serra da Estrela, em 2022, volta ao papel de formador em prol da defesa e reabilitação daquela área.

Aos seus 73 anos recorda os 49 meses que viveu na Marinha e atravessou a Guerra Colonial, tendo vivido o 25 de Abril “por dentro”. Actualmente gosta da sua vida simples e pacata. É pai de dois filhos, gosta de estar com os amigos, viajar e adora apreciar um bom vinho.

Ao longo dos anos já recebeu várias distinções que são o reconhecimento da sua vida e obra em prol da região serrana. Mas o legado que deixa está marcado na terra e entre os melhores projectos que já semeou está “Um milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela”. Não há como fechar os olhos à nobreza da sua vida dedicada à salvaguarda da serra.

 

José Maria Serra Saraiva

Diz sempre que é uma apaixonada por Portugal e acreditamos! São vários os projectos que tem vindo a desenvolver no País, sendo uma promotora de economia e progresso. Mas há nela algo de singular, um olhar sincero, um sorriso reconfortante, de quem construiu um império mas sabe dar o devido valor a quem a seu lado caminha.

De origem indiana Singapureana, é a mais velha de seis irmãos. Ainda jovem parte para Inglaterra onde estuda Engenharia Electrónica. É também em Londres que conhece o parceiro da sua vida, o suíço Roman Stern, com quem constrói o seu património que actualmente se estende ao turismo, educação e promoção imobiliária.

Começa com um hotel em Sagres, no Algarve, e logo depois chega a Lisboa. É proprietária e fundadora do Conselho de Administração dos Martinhal Family Hotels & Resorts que possui um total de quatro resorts e hotéis de luxo em Portugal.

O Martinhal Lisbon Oriente é o seu mais recente projecto de residências hoteleiras, localizado no Parque das Nações. Na inauguração fez questão de se acompanhar pela família, tendo dedicado palavras de agradecimento a seus pais, o que demonstra não só o seu lado mais afectivo, mas também que é uma pessoa grata e generosa.

De olhos postos no futuro, funda o United Lisbon Education Hub, do qual fazem parte a United Lisbon International School com mais de 500 alunos de 50 nacionalidades diferentes, que venceu o “Lisbon Prize” no World Architectur e Festival.

Ao nível da promoção imobiliária, ganha destaque com a construção do projecto Ageas Tejo, no Parque das Nações, que lhe valeu o galardão máximo do Prémio Nacional do Imobiliário em 2022.

Foi reconhecida com o prestigiado prémio “Empreendedora do Ano” do Deloitte Institute na London Business School, em 2014.  De 2019 a 2022, fez parte da direcção da mundialmente conhecida Entrepreneur Organization em Portugal. É professora convidada de Marketing de Luxo na Nova School of Business and Economics e membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa de Institutos de Ensino Superior.  Faz ainda parte da direcção do American Club of Lisbon. Este ano foi finalista do prémio EY Entrepreneur of the Year in Portugal 2023.

Chitra Stern é uma mulher resiliente, optimista e de uma paciência infinita, de quem sabe que “quem espera sempre alcança”. Vê no nosso País o potencial para construir um amanhã melhor, seja para aqueles que estão só de passagem, seja para os que escolhem, como ela, ficar em Portugal.

Chitra Stern

Homem de profundos conhecimentos, é mais do que um engenheiro de vocação, é um empreendedor nato e “o” especialista a que todos recorrem na hora de querer fazer bem. Com uma mente afiada e um sentido de humor inigualável, sabe ser generoso como ninguém.

Por muito grandes que sejam os méritos, não se pode deixar de destacar o amor e lealdade às suas raízes. Nascido em Abrantes em 1951, cresceu no Tramagal e é para lá que olha com saudade para as memórias da juventude.

Houve uma vontade de ser médico que ficou para trás e que deu lugar a uma ida para Angola, aos 17 anos, onde ficou até aos 21, na Universidade de Luanda, a estudar Engenharia Civil. Regressa mais tarde a Portugal, depois do 25 de Abril, e termina o curso no Instituto Superior Técnico.

Começa então a carreira de engenheiro, a trabalhar em Setúbal na área do saneamento básico. Anos passados, assume o cargo de técnico e director do Gabinete de Saneamento Básico da Costa do Estoril, num projecto que devolveu qualidade à água das praias daquela zona.

A sua dedicação e profissionalismo permitem-lhe desempenhar várias funções de gestão e direcção ao longo dos anos. Foi presidente do Conselho de Administração da SIMTEJO, de 2002 a 2002; presidente do Conselho de Administração da Metropolitano de Lisboa, de 2003 a 2006; e presidente da Comissão Executiva da SIMARSUL, de 2007 a 2015.

Em 2016 candidata-se a Bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE) e acaba por conquistar os seus pares. Os desafios e as responsabilidades foram muitos durante os dois mandatos em que esteve à frente dos destinos da OE, designadamente nos mandatos de 2016/2019 e 2019/2022.

Actualmente é presidente da Comissão de Acompanhamento do novo aeroporto de Lisboa. Está sob o olhar atento e escrutinador de todos, mas sabe, como ninguém, lidar com essa pressão e dar o seu parecer doa a quem doer.

Homem de família, casado com uma engenheira, pai de duas filhas e avô, é amante eterno de “boa música” ou não tivesse também ele feito parte de duas bandas da terra quando era miúdo.

Aventureiro, destemido, expert… existem tantas palavras que o podem definir enquanto pessoa e profissional. O seu legado deixa marcas para o futuro do País. Já o seu caminho é intemporal, tal e qual os clássicos dos Beatles ou dos Pink Floyd que tanto o rapaz do Tramagal como o ex-Bastonário gostam.

Carlos Mineiro Aires

  • Personalidade Imobiliário 2024
  • Personalidade Construção 2024
  • Personalidade Ambiente 2024
  • Personalidade Turismo 2024
  • Personalidade Mérito 2024

Nascido em 1964, em Lisboa, desde cedo mostrou aptidão para os números. Licenciado em Gestão, com especialização em Finanças Empresariais, possui um MBA em Gestão Internacional e pós-graduações nas áreas de Negociação e Data-Base Marketing. 


Desde 1987 dedica-se de corpo e alma ao empreendedorismo. Guiado pelas suas aspirações desenvolve negócios nas áreas da promoção e rendimento imobiliários, da construção e obras públicas, do desenvolvimento de softwares 3D, equipamento médico, lazer, retalho têxtil e alimentar, indústria de compósitos, agricultura e investimentos financeiros.
A sua especialização em Gestão Internacional permitiu-lhe expandir, com perspicácia, os seus negócios para fora de Portugal, mais precisamente para a Suíça, Alemanha, Rússia e Angola. Membro do Conselho Consultivo do GRI de Portugal, gere mais de 1,35 biliões de euros de investimentos no nosso País.


Figura proeminente do imobiliário português, é actualmente director-executivo e co-fundador da Vanguard Properties. Este é um grupo empresarial que agrega um conjunto de mais de setenta sociedades e cerca de 850 colaboradores que actuam nos sectores imobiliário, industrial, serviços, desporto, arte e mecenato.


Casado e pai de três filhos, reside na capital e dedica-se à leitura, à pintura e à natação. Afirma que o seu “hobby predilecto” é o empreendedorismo, no entanto, ávido conhecedor pelo mundo, tem um gosto particular por viajar. Diz-se um apaixonado pela gastronomia e, talvez por isso, adore receber os amigos em casa e cozinhar para todos. Acrescentamos que é alguém que sabe apreciar a vida, mas também sabe partilhar e inspirar outros.

José Cardoso Botelho

Amaro, Hélder e Luís Santos fazem parte da segunda geração da Jular Madeiras, empresa familiar fundada em 1973 e que se agigantou como um dos mais notáveis players da indústria da construção portuguesa. Dando continuidade ao legado de Júlia e Amaro Santos, os três irmãos continuam a dinamizar e inovar a empresa com 50 anos de história na comercialização de materiais para o sector e com um know-how inigualável no que toca ao que de melhor se faz na construção em madeira.


Licenciado em Economia e pós-graduado em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa, Amaro Santos é o actual presidente do Conselho Administrativo da Jular, onde, há 40 anos, iniciou a sua carreira como Gestor de Produção. Responsável pelo desenho estratégico da actuação da empresa, é possuidor de um conhecimento ímpar no que toca às potencialidades construtivas e sustentáveis da madeira, o que lhe tem granjeado convites frequentes para ser orador de workshops e seminários. 


Com uma carreira de 30 anos, Hélder Santos é Gestor de Vendas e Administrador da Jular, sendo responsável pela gestão das relações que estabelece com os seus clientes e pela criação de produtos inovadores e sua introdução nos mercados de actuação da empresa. Casado e pai de três filhos, estudou Direito na Universidade Católica e possui uma pós-graduação em Gestão de Negócios Internacionais, formação que o tornou especialista em Direito Comercial e Liderança de Equipas. 


Director Comercial e Administrador da Jular, onde, há 30 anos, iniciou o seu percurso no sector de madeiras e revestimentos, Luís Santos é reconhecido pela sua excelência em negociação, desenvolvimento de parcerias e desenho de estratégias de vendas. À semelhança dos seus irmãos, passou pela Universidade Católica, onde adquiriu uma sólida formação na área da Gestão. Pai de quatro filhos, ocupa-se ainda da administração e crescimento sustentável da empresa Tijolar – Cerâmica do Olival. 


Para além do ofício que os une, os irmãos são ainda apaixonados pelo desporto. Amaro Santos dedica-se ao jogging e ao trekking, Hélder Santos prefere o golfe e o ténis, e Luís Santos prefere aventurar-se no esqui e vela. Amaro e Luís Santos partilham ainda uma veia artística, nutrindo um particular gosto pela fotografia. 

Amaro, Hélder e Luís Santos

Licenciado em Ciência Política - Relações Internacionais e mestre executivo em Gestão e Desenvolvimento de Liderança, tem guiado a sua vida pessoal e profissional por valores como a determinação, auto-motivação e auto-disciplina, dedicando a sua existência à defesa do Planeta. 


Possui 20 anos de experiência no sector público nas áreas da Energia, Inovação e Relações Internacionais, onde desempenhou cargos de assessor, adjunto e chefe de Gabinete em diferentes governos.


Considera as competências de trabalho em equipa, combinadas com a disciplina, essenciais para uma carreira de sucesso e, nesse sentido, decidiu juntar-se à ADENE - Agência Portuguesa da Energia, com a qual tem, desde em 2011, desenvolvido actividades de interesse público nas áreas da Energia, Eficiência Hídrica e Mobilidade Sustentável. 


Em 2020 pôs em prática as suas capacidades de gestão de liderança e assumiu o cargo de presidente do Conselho de Administração da ADENE, que tem sabido usar com sabedoria para promover a literacia ambiental junto dos sectores empresarial e associativo, procurando estimular o seu envolvimento e colaboração na descarbonização e transição energética de Portugal.


Para além do seu afecto pelas questões ambientais, é apaixonado pelas artes. Leitor assíduo, encontra na música e na fotografia formas de se expressar, possuindo um vasto portfólio de imagens captadas nos mais variados momentos e um catálogo de composições musicais em piano e viola. Preocupa-se ainda em estar em constante contacto com o mundo, procurando ao máximo viajar e travar conhecimento com várias culturas, quando o tempo o permite. 

 

Nelson Lage 

Diz-se “madeirense”, mas nasceu em Lisboa, Bernardo Trindade é uma das mais ilustres figuras do turismo nacional, tendo fornecido contributos fulcrais para o traçar da arquitectura institucional do sector, que se encontra em vigor desde 2008. 


É licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISG – Business and Economic School e possui um vasto conhecimento no que ao mundo executivo diz respeito, tendo frequentado vários programas da Universidade Católica Portuguesa dirigidos a Executivos.

 
Conta com uma notável carreira legislativa que teve início como deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, de 2000 a 2005, tendo sido, posteriormente, secretário de Estado do Turismo nos XVI e XVII governos constitucionais, entre 2005-2011. Nessa altura, criou o Turismo de Portugal, empreendeu uma intensa reforma e reorganização espacial das regiões de turismo nacionais e levou a cabo uma revisão de toda a legislação do sector, nomeadamente no que diz respeito à lei dos empreendimentos turísticos, agências de viagens e animação turística.


Homem de família, de quem recebe o apelido “community manager”, é actualmente administrador do grupo hoteleiro madeirense PortoBay Hotels & Resorts, que conta com 16 hotéis em geografias como a Madeira, Lisboa, Algarve, Porto e Brasil, e emprega mais de 1000 colaboradores. 


É ainda presidente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) para o mandato 2022-2025 e do Conselho Estratégico do Turismo do Porto e Norte de Portugal. 


Apaixonado por Lisboa, onde reside há 20 anos e desempenha funções como autarca de freguesia em Arroios, Bernardo Trindade é um amante de Portugal e, em especial, da Madeira, cujas serras gosta de percorrer em busca de “desafios”. Procurando manter a mente e o corpo activos, nutre um grande gosto pelo ténis, que pratica três vezes por semana, e pela leitura.


O seu percurso e engenho granjearam-lhe a condecoração de “Grande-Oficial da Ordem D. Infante D. Henrique” pelo Presidente da República Portuguesa. 

Bernardo Trindade

É um “Senhor” da Arquitectura portuguesa, tendo um legado que percorre de Norte a Sul o País e o mundo. 


Homem de convicções, diríamos mesmo um filósofo da arquitectura, tem uma visão muito própria dos edifícios, do urbanismo, das formas de viver e habitar nas quais imprimiu a sua própria impressão digital. Encanta ouvi-lo, embora o próprio diga que ser frontal nas suas opiniões não o tenha “ajudado muito” ao longo da vida. Contradizemos, é precisamente o seu conhecimento e ideias que fascina todos. Mas é ver e sentir as suas obras o que mais nos cativa.
Nascido na vila alentejana de Mora, cresceu rodeado de livros, silêncio e pelas pinturas do seu pai, João Paciência.


Aluno do Instituto Superior Técnico e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde foi professor da cadeira de Projecto, possui atelier próprio desde em 1980. Com uma prodigiosa carreira de mais de quatro décadas, durante as quais desenvolveu projectos incidentes sobre as mais diversas áreas - desde hotéis e turismo, ao planeamento urbano, a hospitais, escolas, habitação e decoração -, é responsável pelos notáveis traçados do “Atrium Saldanha” e dos edifícios de apartamentos “Habiparque” em Telheiras, que lhe granjearam dois prémios Valmor em Lisboa. É ainda autor de projectos como “Alcântara-Mar” e dos edifícios “Alto do Restelo”. Fora das fronteiras de Portugal, debruçou-se sobre projectos de diversas escalas e programas, em países como Argélia e Angola.


A par da arquitectura, revela um particular interesse pela música, tendo os seus anos de estudante universitário sido marcados pelo jazz, pela música clássica e por sessões de canto e viola vividas entre amigos. Amante de livros e homem de família, gosta de saborear os pequenos prazeres da vida, de contemplar o nascer do Sol e de viajar.


A sua visão e traçado incomparáveis e o evidente empenho e paixão com que impregna todos os seus projectos mereceram-lhe, entre outros galardões, o Prémio Municipal Cidade de Almada (2006), o Prémio SIL Carreira (2013) e a condecoração de Comendador da Ordem de São Tiago (2006). 


No início dos seus 80 anos continua a envolver-se em diferentes projectos turísticos, bem como na reabilitação e construção nova de edifícios na capital, revelando que continua a ser uma referência da Arquitectura nacional. 

João Paciência

  • Personalidade Imobiliário 2025
  • Personalidade Construção 2025
  • Personalidade Ambiente 2025
  • Personalidade Turismo 2025
  • Personalidade Mérito 2025

Existem pessoas que se destacam pelo que fazem. Outras, pela forma como inspiram. Pedro Lancastre faz as duas coisas com naturalidade. Discreto no tom, firme nas convicções, carrega quase três décadas de experiência no mundo empresarial, em particular no sector imobiliário e ainda assim, é com um brilho nos olhos que fala da família ou do clube do seu coração, o Sporting Clube de Portugal.

 

Nascido em Lisboa, com 52 anos e pai de seis filhos, encontra na família o seu maior equilíbrio. Cresceu onde “sonhar alto” era lei e “arriscar com cabeça” um mantra herdado do pai e dos irmãos, uma filosofia que transmite hoje a quem lidera e com quem trabalha.

 

Começou no sector bancário, no BCP e BPI, mas foi no imobiliário que se revelou. Na CBRE, deu os primeiros passos como consultor; na Sonae Sierra, liderou o desenvolvimento de novos centros comerciais; na JLL, dirigiu a operação nacional por mais de uma década, consolidando a liderança da marca em Portugal.

 

Em 2024, abraçou um novo desafio como CEO da Dils Portugal, onde lidera a entrada e expansão da marca no país. Um novo capítulo, com o mesmo entusiasmo de sempre que reserva para os grandes projectos e que passa às equipas que acredita serem capazes de mudar o jogo.

 

Na empresa ou no campo, entre as quatro linhas, e enquanto vice-presidente do Sporting Clube de Portugal, desde 2018, considera que ambos não são assim tão diferentes e acredita que liderar é confiar, é dar espaço para crescer e brilhar. É ser, como gosta de dizer, um “íman de talento”.

 

Se há quem veja o futuro como um lugar por descobrir, Pedro Lancastre olha-o como terreno fértil para construir. Mais do que fazer caminho, ele abre caminhos.

Pedro Lancastre

Paula Roque tem uma energia tranquila, uma presença firme e uma determinação que se impõe pelo exemplo. Há três décadas que deixa a sua marca na Revigrés, onde começou como directora de Marketing, em 1995, e desde 2010 assume o cargo de managing partner de uma das empresas mais emblemáticas da cerâmica portuguesa.

 

Formada em Gestão e MBA pela Católica Lisbon, foi sempre uma curiosa incansável, e continua a ser. Enriquecida por experiências internacionais desde jovem, passou por cursos de Verão em Inglaterra, um estágio na FIAT em Itália, e aprofundou os seus conhecimentos em liderança em instituições como a Columbia Business School, o ISEG e a Nova SBE. Antes de se juntar à Revigrés, passou pela banca de investimento e pela indústria da porcelana.

 

Ao longo dos anos, o seu trabalho foi reconhecido dentro e fora de portas. Recebeu o Prémio BPI Empresária 2024, o IWEC 2025, em Barcelona, e a Comenda da Ordem do Mérito Empresarial. Lidera com energia e subtileza, com foco nos resultados e atenção aos detalhes, porque, como gosta de dizer, o “diabo está nos pormenores”.

 

Soma ainda distinções no mundo do marketing e assume hoje papéis de liderança em várias instituições de referência, como a Fundação AEP e a APICER, além de manter uma forte ligação ao meio académico e tecnológico, através de conselhos consultivos em universidades e centros de inovação.

 

Mãe de três filhos, mantém as amizades de sempre, adora viajar, caminhar, conversar numa esplanada com uma coca-cola na mão e deixar-se perder em sabores de chocolate. É prática, exigente e muito curiosa. Sonha alto, mas sempre com os pés bem assentes na terra. Porque a sorte, como gosta de dizer, “dá mesmo muito trabalho”.

Paula Roque

Há quem viva para resolver problemas. E há quem viva para imaginar soluções. Manuel Duarte Pinheiro pertence claramente ao segundo grupo.

 

Ele é engenheiro do Ambiente, professor catedrático, consultor, investigador, empreendedor, mentor. Mas nenhuma destas palavras, sozinha, o define. Porque em tudo o que faz está presente uma ideia maior: transformar o mundo num lugar mais justo, mais consciente, mais sustentável.

 

Desde cedo compreendeu que o conhecimento, quando partilhado, multiplica. E foi isso que fez. Nos corredores do Instituto Superior Técnico, nas empresas de consultoria que fundou, nos projectos que liderou dentro e fora de portas. Criou o sistema LiderA, certificou ambientes construídos e destinos turísticos, desenhou soluções para bairros, edifícios, cidades. Pensou Portugal com técnica, mas também com sensibilidade ambiental e cultural.

 

Com 64 anos, casado e pai de dois filhos, tem no olhar a calma de quem pensa longe e nas mãos o rigor de quem constrói. Está por trás de projectos que marcaram o País: o Túnel do Marquês, o roteiro para a neutralidade carbónica, a Cidade do Futebol, o destino turístico de Setúbal, entre outros. Todos com um fio condutor: a responsabilidade.

 

Mas a sua obra vai muito além do terreno. Orientou mais de cem teses, publicou estudos, deu aulas de Lisboa à China, presidiu instituições, ajudou a desenhar políticas e estratégias. Formou gerações. Influenciou mentalidades. Porque para ele, sustentabilidade não é só técnica, é forma de estar.

 

Manuel Duarte Pinheiro não fala de sustentabilidade, pratica-a. Não ocupa lugares, cria caminhos. E talvez por isso, a sua maior marca não esteja só nos edifícios que ajudou a erguer, mas na consciência que ajudou a elevar.

 

Manuel Duarte Pinheiro

Nem sempre a vocação se revela cedo. Mas, às vezes, manifesta-se com a força silenciosa das raízes, firme, inevitável.

 

Pedro Machado nasceu com essa vocação de servir. Não no sentido vago da política, mas no gesto quotidiano de pensar o território, valorizar a cultura, cuidar das pessoas. Talvez por isso tenha começado com Filosofia: para compreender o mundo. E depois com Psicologia Educacional: para melhor lidar com ele. Concluiu também um doutoramento em Patrimónios Alimentares, tema que traduz o seu olhar, onde memórias, afectos, terra e identidade se entrelaçam.

 

Começou por onde mais se aprende: junto das pessoas. Foi vice-presidente da Câmara de Montemor-o-Velho durante dez anos, onde percebeu que os territórios não se administram, cuidam-se. Essa noção de proximidade e atenção ao detalhe acompanhou-o na presidência da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal. Durante quase duas décadas, deu voz à região e consolidou um dos destinos mais autênticos do país, promovendo-o com rigor e entrega.

 

Mas o seu trabalho foi além da promoção. Sempre acreditou que o turismo deve ser uma estratégia integrada de desenvolvimento: respeitar raízes, valorizar saberes, dinamizar a economia, criar orgulho. Liderou equipas, redesenhou dinâmicas, cultivou alianças dentro e fora do país. E nunca perdeu o foco: o turismo só faz sentido quando melhora a vida de quem vive nos territórios.

 

Hoje, como Secretário de Estado do Turismo, traz consigo esse percurso de escuta e acção. Conhece o país para lá dos mapas e sabe que cada destino é feito de histórias e patrimónios vividos. Talvez o segredo esteja aí: no modo como olha para o turismo, não apenas como sector, mas como uma ideia de país com memória e uma capacidade imensa de se reinventar.

Talvez venha daí também o prazer de jogar golfe ou desafiar as ondas, de sentir o território com o corpo. Ou o gosto por um bom livro, uma viagem bem vivida, ou um vinho partilhado com tempo e conversa. Porque, no fundo, é de experiências autênticas que se faz o país. E é por isso que ele nunca deixou de o ouvir.

Pedro Machado

Há percursos discretos que, quando vistos de perto, se revelam extraordinários, o de Mário Sua Kay é um deles.

 

Não é só a geografia que marca o seu caminho, entre Lourenço Marques, Eswatini, Londres e Lisboa, mas a forma como o percorreu: com curiosidade sem limites, com rigor e com a sensibilidade de quem vê mais além do traço.

 

Foi em Moçambique que começou a desenhar o mundo. Frequentou escolas marcadas pela diversidade cultural, étnica e ideológica, talvez aí tenha nascido o olhar aberto que atravessa toda a sua obra. Em Londres, convenceu a Universidade de Westminster com dois desenhos a tinta-da-china de pássaros imaginários. Preferiu a imagem à palavra. E nunca mais deixou de desenhar. Como dizia Le Corbusier: “desenhar é mais rápido, e deixa menos espaço para mentiras”.

 

Ao fundar o seu atelier em Lisboa, em 1984, iniciou uma viagem entre escalas, linguagens e continentes. Assinou moradias, torres, centros comerciais, sedes de empresas, equipamentos desportivos e de saúde, sempre com um raro equilíbrio entre funcionalidade e identidade. Os prémios acumulam-se: Monsanto, Espace, Alegro Setúbal, Coresi, Nova Arcada… Mas mais do que troféus, o que o move é ver os edifícios vivos, úteis, intactos. Acredita que sustentabilidade é, acima de tudo, qualidade que perdura.

 

Hoje, continua a acompanhar obras com entusiasmo, visita com carinho projectos de há décadas, rabisca ideias, cultiva o jardim, caminha ao amanhecer, pinta quadros que diz que só ele gosta. Não trabalha para impressionar. Trabalha para fazer bem. No fundo, esse é o mistério de uma vida inteira dedicada à arquitectura: uma prática silenciosa, precisa, generosa. Ou, como gosta de dizer: “we just do it — no fuss, no hassle.” (“Fazemos de forma simples - sem complicações, sem problemas”).

Mário Sua Kay

  • Personalidade Imobiliário 2026
  • Personalidade Construção 2026
  • Personalidade Ambiente 2026
  • Personalidade Turismo 2026
  • Personalidade Mérito 2026

Há mais de 30 anos que Aniceto Viegas “constrói” o território onde vivemos. Passou por algumas das maiores promotoras a operar em Portugal e Espanha, e hoje lidera uma das empresas mais activas no sector residencial, de escritórios e retalho do país.

 

Começou a carreira em 1994 na Constructa, promotora imobiliária de origem francesa, e passou depois pela Contemporânea e pela Nexity Portugal, antes de assumir, entre 2002 e 2010, funções de crescente responsabilidade na Bouygues Immobilier: Director de Projectos, Director-Geral em Portugal e, por fim, Director-Geral para toda a Península Ibérica. Seguiu-se a ES Property, onde foi Administrador Executivo entre 2010 e 2014, com a gestão, vendas e marketing de novos projectos a seu cargo.

 

Desde 2015 é CEO da Avenue, empresa que desenvolveu sob a sua estratégia um portfólio de promoção imobiliária avaliado em mais de 1.000 milhões de euros, com quinze projectos já concluídos e dois em construção.

 

Um percurso que combina com a paixão pelo ensino: foi Professor Convidado na Católica Porto Business School e é, actualmente, docente no ISEG, onde lecciona Análise Imobiliária e Economia Urbana na Pós-Graduação em Gestão e Avaliação Imobiliária.

 

Fora do escritório, é a corrida e a leitura que lhe ocupam o tempo livre, a par de um gosto declarado pela gastronomia, arte, museus, Fórmula 1 e ténis. Um homem que aprendeu, ao longo de três décadas, que construir cidades exige tanto rigor técnico quanto curiosidade pelo mundo.

 

De projecto em projecto, Aniceto Viegas continua a deixar a sua marca onde as cidades ganham forma.

Aniceto Viegas

É um senhor do Norte. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Minho, ligação que mantém até à actualidade na qualidade de Vice-Presidente do Conselho Geral da instituição.

 

A construção civil está-lhe no sangue. Começou cedo a trabalhar na pedreira da família e hoje preside o grupo dst, onde lidera cerca de 4000 trabalhadores num universo composto por empresas de ambiente, energias renováveis, telecomunicações e imobiliário.

 

Encontra-se à frente da Assembleia Geral da Aeminho, é igualmente Embaixador Empresarial da Cidade de Braga, Business Angel e orador convidado em conferências.

 

Acredita que o negócio deve andar de mãos dadas com a responsabilidade social, cultura e arte, assumindo-se como um verdadeiro mecenas do teatro à música, passando pela educação, saúde e ambiente.

 

Homem de família, tem quatro irmãos e duas filhas. Vive entre a arte, os livros, a música e a natureza, sem nunca deixar de apreciar um bom vinho e uma boa mesa.

 

Das suas muitas frases, há uma que nos remete para a reflexão: “Deixem-nos passar, que há lá à frente muita gente a necessitar da beleza para se salvar”.

José Teixeira

Há quem estude as cidades. Paula Teles prefere caminhá-las, sentir os seus obstáculos, imaginar os seus caminhos possíveis. Engenheira de formação, urbanista por vocação, dedicou a vida a tornar os territórios mais justos para quem os habita,  e mais fáceis de percorrer para todos.

 

Nasceu em Alvarenga, Arouca, em 1969. Licenciou-se em Engenharia Civil e fez o mestrado em Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano, especializando-se em Mobilidade e Desenho Urbano. Começou o seu percurso na Câmara Municipal de Matosinhos, na Divisão de Trânsito e Mobilidade, onde percebeu cedo que mover pessoas é, antes de mais, uma questão de cuidado.

 

Em 2004 fundou a MPT, empresa pioneira em Portugal na mobilidade urbana inclusiva, e dois anos depois criou o Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, que preside até hoje. Foi vereadora em Penafiel, leccionou em universidades portuguesas e espanholas e, desde 2022, é cronista semanal no Jornal de Notícias, levando a debate público os temas que a movem. Preside à Comissão Técnica de Acessibilidade e Design Universal do Governo português, integra o Conselho de Supervisão da Ordem dos Arquitectos e coordena a Especialidade de Mobilidade Urbana da Ordem dos Engenheiros, deixando a sua marca técnica em dezenas de municípios e planos de acessibilidade por todo o país.

 

Autora de livros como "A Cidade das (i)Mobilidades" ou "A Cidade das Bicicletas", escreve tanto quanto caminha — e não por acaso. Nas horas livres, é a natureza que a chama: caminhadas, desportos ao ar livre, viagens que a levam a olhar outras cidades com os mesmos olhos atentos, livros que devora e um fascínio antigo pela arquitectura de interiores e do espaço público. No fundo, é sempre a mesma pergunta que a persegue, dentro e fora do trabalho: como tornar este espaço mais habitável?

 

Paula Teles não desenha cidades. Desenha o modo como nelas vivemos.

 

Paula Teles

Há quem herde um negócio. Dionísio Pestana herdou um sonho, e transformou-o em mais de 110 hotéis, 17 países, três continentes. Um dos maiores grupos turísticos multinacionais de origem portuguesa, construído por um homem que sempre preferiu deixar os números falarem por ele.

 

Nasceu em Joanesburgo, na África do Sul, filho único de Manuel Pestana. Ainda jovem, chegou a participar em manifestações contra o Apartheid, uma vivência que cedo lhe ensinou o valor da coragem e da convicção. Formou-se em Gestão de Empresas na Universidade de Natal antes de rumar, em 1976, à Madeira, para assumir o único hotel do pai. Não tinha experiência. Tinha apenas boa vontade, e foi o suficiente para começar tudo.

 

O que começou num único hotel na Madeira tornou-se, ao longo de quase cinco décadas, um grupo com quatro marcas e presença em três continentes. Pelo caminho, casinos, golfe e imobiliário turístico vieram somar-se à hotelaria. Uma das apostas mais visíveis foi a Pestana CR7 Lifestyle Hotels, nascida de uma parceria com o também madeirense Cristiano Ronaldo.

 

Casado com Margarida Pestana, é pai de quatro filhos e avô de cinco netos. Na Madeira, a sua base, os hábitos não mudam: almoça sempre em casa e veste as mesmas marcas de sempre. Há mais de 30 anos que passa férias no mês de Julho no Alvor com a família, reservando Agosto para Porto Santo. O seu percurso já lhe valeu inúmeras distinções.

 

De um sonho de juventude a mais de cem hotéis espalhados pelo mundo, Dionísio Pestana prova que os impérios mais sólidos não se constroem a correr: constroem-se a somar, ano após ano, o mesmo cuidado do primeiro dia.

Dionísio Pestana

Há um tipo de solidez que não se vê a olho nu. Está nos alicerces, nas fundações, naquilo que sustenta tudo o resto. Laura Caldeira dedicou a vida a isso. Engenheira Civil de formação e geotécnica por vocação, foi no rigor da ciência e na solidez da terra que construiu mais de 40 anos dedicados a um tema que poucos escolhem e que ela transformou em missão: a segurança das barragens.

 

Nasceu no Porto, onde cresceu junto dos pais e dos dois irmãos mais velhos, e onde a Engenharia Civil se revelou uma escolha natural, pelo impacto que as obras têm na vida das pessoas. Foi também na Universidade do Porto que se formou, tirou o mestrado e o doutoramento, sempre com a mesma exigência que mais tarde passaria a exigir dos seus alunos. A curiosidade científica levou-a mais longe - as Provas de Habilitação no LNEC e a agregação no Instituto Superior Técnico -, um percurso académico que poucos conseguem igualar.

 

Está no LNEC desde 1996, instituição que hoje preside depois de ter dirigido o Departamento de Geotecnia durante quase duas décadas. Ao longo do caminho, fez da análise de risco geotécnico o centro do seu trabalho, estudando barragens em Portugal, no Brasil, em Angola, Moçambique, na Suíça e na Venezuela, sempre com o mesmo propósito: compreender o risco para melhor o prevenir. Perto de 600 artigos científicos, relatórios e livros mais tarde, continua a orientar teses, a coordenar investigação e a formar quem vem a seguir.

 

Mas o que verdadeiramente a distingue é a forma como concilia o rigor da ciência com uma profunda sensibilidade humana. Define-se como inovadora, conciliadora, com espírito de liderança, sem esconder que a determinação, a impulsividade e a impaciência também fazem parte de si. Entre os reconhecimentos mais recentes contam-se o Prémio Engenharia Distinta no Feminino, atribuído pela FEUP, e o título de Mujer Destacada de Iberoamérica. Ainda assim, é de outra conquista que fala com mais orgulho: a de ser feliz e conseguir fazer felizes quem a rodeia.

 

Porque, apesar de décadas dedicadas ao cálculo, ao risco e à segurança, diz que são o amor, a lealdade e a leveza de espírito os seus verdadeiros pilares. Talvez seja esse o segredo de uma engenheira que passou a vida a estudar como evitar que as estruturas cedam: acabou por construir a própria vida sobre bases igualmente sólidas.

Laura Caldeira

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